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Parceria entre Fiocruz Ceará e Hemoce completa um ano com mais de 50 mil exames de diagnóstico da Covid-19 realizados
A parceria atua ativamente na triagem de casos de COVID-19, inclusive suspeitas de novas variantes do Coronavírus
REDAÇÃO GCMAIS
Postado em 27 de maio de 2021
Parceria entre Fiocruz Ceará e Hemoce completa um ano com mais de 50 mil exames de diagnóstico da Covid-19 realizados
Exames rápidos e ultrarrápidos de SARS-CoV2 foram implementados para a liberação de casos prioritários de transplantes. Foto: Pexels

A parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz no Ceará e o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) já realizou mais de 50 mil exames de diagnóstico da Covid-19 por rt-qPCR, no último ano. As análises são realizadas no laboratório de Biologia Molecular e Inovação Diagnóstica da COVID, primeiro laboratório no Ceará, após o Laboratório Central do Ceará (LACEN-CE), a se credenciar para assistência diagnóstica de SARS-CoV2, atendendo a demandas de hospitais e unidades da rede pública de saúde, desde abril de 2020.

Pesquisadores e discentes dos programas de pós-graduação em Biotecnologia e Saúde da Fiocruz Ceará e de programas na área de saúde da Universidade Federal do Ceará, além de voluntários profissionais, constituem uma força tarefa neste serviço de assistência diagnóstica. Além de pessoal técnico qualificado, a Fiocruz Ceará também cedeu uma série de equipamentos para a estruturação do laboratório, como extrator de ácidos nucléicos de 96 canais, cabines de Biossegurança Classe II; instrumento de PCR em tempo real quantitativo, espectrofotômetro, freezer – 30ºC; centrífugas de bancada e micropipetas.

“Foi através da parceria com a Fiocruz que a gente conseguiu fazer a implantação desse laboratório. Além de equipamentos específicos, precisávamos de pessoal com conhecimento técnico em biologia molecular direcionado para diagnóstico de patógenos”, explica Luany Mesquita, Diretora de Hematologia do Hemoce.

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Triagem de casos

A parceria atua ativamente na triagem de casos de COVID-19, inclusive suspeitas de novas variantes e variantes de preocupação, encaminhados pelos serviços de vigilância do Estado. Após a confirmação do diagnóstico de COVID-19, amostras provenientes de busca ativa e rastreio são previamente genotipadas por método molecular indireto para inferência de casos de variantes de preocupação que serão selecionados para sequenciamento genômico total pela Rede Fiocruz de Vigilância Genômica. As atividades são realizadas em conjunto com o Centro de Informações Estratégicas e Vigilância em Saúde (CIEVS), e o Serviço de Vigilância Epidemiológica, ambos órgãos da Secretaria Estadual da Saúde do Ceará.

Os trabalhos de triagem, sequenciamento e vigilância genômica são coordenados pelo pesquisador da Fiocruz Ceará e especialista em vigilância laboratorial, Fábio Miyajima. Os pesquisadores em biologia molecular da Fiocruz Ceará, Fernando Braga Dias e Eduardo Ruback dos Santos também integram a equipe, além de discentes, técnicos e analistas de laboratório.

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De acordo com o Miyajima, o SARS-CoV2 é um vírus em contínua evolução e, portanto, há um trabalho incessante sendo realizado para o rastreio de casos importados de outras regiões ou países, e de eventos considerados inusitados ou de interesse, como suspeitas de reinfecções, falhas vacinais e de casos graves com internações de pacientes sem aparentes comorbidades.

“O Ceará é um dos principais centros participantes da rede Fiocruz de vigilância genômica, uma iniciativa sem precedentes no país, e que tem atuado ativamente no monitoramento da população viral, identificação e evolução de novas variantes em estreita parceria com órgãos de vigilância de nosso Estado. Atuamos no enfrentamento da COVID-19, mas esperamos também estabelecer um programa de vigilância ativa que sirva de legado para o controle de novas epidemias”.

Inovações

O serviço também tem implementado importantes inovações em saúde. Soluções diagnósticas através de exames moleculares rápidos e ultrarrápidos de SARS-CoV2 foram implementadas para a liberação de casos prioritários de transplantes (tanto de amostras de doadores, como de receptores), utilizando-se de sistemas de reações isotérmicas e de testagem direta de amostras (sem extração), com resultados obtidos em menos de 10 minutos.

“Isto irá permitir maior celeridade e eficiência nos processos decisórios, como liberação de leitos e realização de cirurgias de emergência”, explica a Farmacêutica Veridiana Pessoa, Coordenadora do Laboratório e que tem supervisionado a implantação destes novos fluxos.

Para a diretora geral do Hemoce, Luciana Carlos, “o sucesso desta parceria se ratifica com o laboratório operando 24 horas todos os dias e ter expandido seu escopo de atuação, como o atendimento de casos pré-operatórios e transplantes, além de ter aumentado a capacidade de testagem para atendimento de demandas urgentes devido ao agravamento da situação sanitária neste ano, finaliza”

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