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Mais de 4 mil casos de câncer de mama podem não ter sido diagnosticados por causa da pandemia
Segundo pesquisas, o número de mamografias realizadas na rede pública, na faixa etária entre 50 e 69 anos, diminuiu 42% em 2020 na comparação com o ano anterior.
REDAÇÃO GCMAIS
Postado em 6 de junho de 2021
Mais de 4 mil casos de câncer de mama podem não ter sido diagnosticados por causa da pandemia
Foto: Divulgação

A pandemia do novo coronavírus tem causado preocupação a médicos especialistas em câncer de mama. O motivo da apreensão pode estar relacionada ao medo que mulheres têm manifestado para se deslocar até os consultórios para realização de consultas e exames de rotina.

Dentre os exames, a mamografia sofreu grande impacto, tendo sua realização diminuído consideravelmente desde o início da pandemia. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa de novos casos para o ano passado foi de 66.280. O número de mortes estimado foi de 18.295, sendo 18.068 mulheres e 227 homens.

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E os números poderão ser ainda maiores. De acordo com um levantamento feito pela  Revista de Saúde Pública, a mamografia para mulheres com idade entre 50 e 69 anos, importante para a detecção precoce da doença, foi afetada pela pandemia. O número de mamografias realizadas na rede pública, nessa faixa etária, diminuiu 42% em 2020 na comparação com o ano anterior.

Segundo a publicação, em 2019, foram feitas 1.948.471. Já em 2020 o número caiu para 1.126.688. Os cerca de 800 mil exames não realizados no ano passado devem significar algo em torno de 4 mil casos de câncer de mama não diagnosticados em 2020.

“Essa diminuída na quantidade de exames realizados é muito preocupante. A mamografia é utilizada, principalmente, no rastreio do câncer de mama. A não realização desse exame no período de pandemia pode acarretar um diagnóstico mais tardio da doença, ou seja, num estágio mais avançado do câncer. Isso pode acarretar num tratamento com menores possibilidades de cura completa”, alerta o Dr. Marden Pinheiro, mastologista do Núcleo de Oncologia e Hematologia do Ceará (NOHC).

Sintomas e sinais

Pacientes que identificam um nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor, podem estar apresentando a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher. Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo), surgimento de pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço, além da saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos podem indicar o surgimento da doença.

“Se a paciente identifica algum desses sintomas ela não deve mais postergar a ida ao mastologista. Se já estiver na faixa etária de fazer a mamografia, que o faça o quanto antes. Uma ultrassonografia de mama, também, pode ser necessária. Isso faz toda a diferença no diagnóstico. Não deixe de fazer seus exames de rotina por causa da pandemia. As clínicas estão seguindo todas as medidas sanitárias de distanciamento, usando álcool em gel, mantendo distância entre os pacientes, oferecendo consultórios com um ambiente seguro para o atendimento. Portanto, não há motivo para deixar de fazer os exames de rotina, principalmente, o rastreamento do câncer de mama”, alerta Dr. Marden Pinheiro.

Tratamento

O tratamento depende da fase em que a doença se encontra (estadiamento) e do tipo do tumor. Pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica (terapia alvo). Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. No caso da doença já possuir metástases (quando o câncer se espalhou para outros órgãos), o tratamento busca prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida.

Prevenção

Aproximadamente 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como, praticar atividade física, alimentar-se de forma saudável, manter o peso corporal adequado, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, amamentar, dentre outros.

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