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UFC desenvolve Wolf Mask, nova máscara respiratória multifuncional
A proposta da máscara respiratória é o uso em diferentes situações hospitalares e até em atendimento móvel.
Redação GCMAIS
Postado em 3 de outubro de 2021
UFC desenvolve Wolf Mask, nova máscara respiratória multifuncional
Foto: Ribamar Neto e Vitor Braga

A Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveu uma nova máscara para uso em pacientes com dificuldades respiratórias, inclusive nos casos graves de Covid-19. O protótipo foi batizado de Wolf Mask e tem como características ser não invasivo e full face – ou seja, cobre todo o rosto. A proposta da máscara respiratória é o uso em diferentes situações hospitalares e até em atendimento móvel.

De acordo com o vice-reitor e idealizador do projeto, o professor Glauco Lobo, a ideia surgiu a partir do uso de máscaras de mergulho adaptadas para funções respiratórias em outros países, e até mesmo no Brasil, no início da pandemia de Covid-19. “Mas entendemos que adaptar uma coisa que não foi feita para aquilo não é o mais indicado. Por isso, nossa ideia foi desenvolver um projeto já com as características de uma máscara de assistência ventilatória não invasiva”, explica.

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Professor Glauco enfatiza que o objetivo do novo equipamento é ser mais uma opção na rede hospitalar, e não substituir outros já existentes. Agora, o desafio é encontrar um parceiro externo que possa produzir um número maior de máscaras para a realização de testes em pacientes e, assim, receber a autorização para uso da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A estimativa da equipe é concluir todas essas etapas ao longo do próximo ano.

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Testes da máscara respiratória

Os testes do protótipo com voluntários foram realizados no Laboratório de Simulação da Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP) do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e mostraram a eficácia do equipamento. De acordo com as fisioterapeutas Andréa Nogueira e Renata Vasconcelos, integrantes da equipe multiprofissional que trabalha no projeto, foram feitos testes com os chamados juízes, que são especialistas na área, e com profissionais de saúde com experiência em ventilação mecânica não invasiva.

Renata explica que foi utilizado um monitor multiparamétrico para avaliar a eficácia da oxigenação por meio do acompanhamento dos sinais vitais dos voluntários. Já Andréa comenta que essa é “uma máscara multifuncional que possibilita a aplicação em três situações diferentes, a depender do equipamento disponível no serviço de saúde e da severidade do quadro clínico do paciente”. Assim, ela poderia ser usada em equipamentos como o respirador mecânico (circuito duplo), bipap (circuito único) ou conectada na rede de gases (alto fluxo com oxigênio e ar comprimido). “No geral, para cada situação citada temos [atualmente] uma interface específica e a Wolf Mask se aplica às três situações”, comenta.

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