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Fiocruz prevê o fim da pandemia no primeiro semestre de 2022
Apesar da previsão otimista, pesquisadores alertam que o fim da pandemia não significa que a Covid-19 vai desaparecer
REDAÇÃO GCMAIS
Postado em 4 de outubro de 2021
Fiocruz prevê o fim da pandemia no primeiro semestre de 2022
Foto: Pixabay

A pandemia do novo coronavírus deve durar até os primeiros meses de 2022. A previsão é da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e se baseia nos dados sanitários sobre a doença no Brasil.

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Divulgado na última sexta-feira (1º), o boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz sugere um arrefecimento, ou seja, a redução das infecções.

Um dos motivos é a estabilidade nos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave, que envolvem muitos casos de coronavírus subnotificados, além dos confirmados. Mas apesar da previsão otimista, os pesquisadores da Fiocruz alertam que o fim da pandemia não significa que a Covid-19 vai desaparecer.

O risco de surtos localizados deve continuar e será importante a população manter os cuidados para a prevenção. Para os cientistas da Fiocruz, a exigência do passaporte da vacina será fundamental para incentivar as pessoas a se imunizarem contra o coronavírus.

Além disso, os pesquisadores lembram que, por enquanto, a pandemia não terminou e na maioria dos estados, o número de casos ainda é alto.

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Na visão dos pesquisadores do Observatório, responsáveis pelo boletim, é importante que sejam elaboradas diretrizes em nível nacional sobre o passaporte de vacinas, de modo a evitar a judicialização do tema, criando um cenário de instabilidade.

“A redução do impacto da pandemia de modo mais duradouro somente será alcançada com a intensificação da campanha de vacinação, a adequação das práticas de vigilância em saúde, reforço da atenção primária à saúde, além do amplo emprego de medidas de proteção individual, como o uso de máscaras e o distanciamento social”, destaca o documento.

Conforme a Fiocruz, a taxa de ocupação de leitos Covid-19 adulto mostra que 25 estados estão fora da zona de alerta (taxas inferiores a 60%). Ao mesmo tempo, permanecem na zona de alerta intermediário o estado do Espírito Santo (elevação das taxas de ocupação apesar de manter o mesmo número de leitos) e o Distrito Federal (elevação das taxas de ocupação como resultado da redução do número de leitos). Oito estados também reduziram o número de leitos de UTI Covid-19 para adultos, mantendo-se fora da zona de alerta.

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