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ENTREVISTA EXCLUSIVA

Governo prepara Ceará para possível El Niño forte em 2027; seca e altas temperaturas preocupam

Secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, Josué Rocha, afirma que governo federal mantém estrutura com mais de 27 ministérios para antecipar impactos do fenômeno climático

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Governo prepara Ceará para possível El Niño forte em 2027; seca e altas temperaturas preocupam
Foto: Lino Vieira/GCC

O governo federal intensificou a preparação para os possíveis impactos do El Niño no Brasil entre 2026 e 2027. A preocupação envolve diferentes regiões do país e, no Ceará, está principalmente relacionada à possibilidade de redução das chuvas e aumento das temperaturas. O tema foi discutido durante encontro realizado em Fortaleza com representantes da sociedade civil, movimentos sociais e órgãos públicos.

Leia também: Seca avança no Ceará e atinge 89% do território em setembro

A agenda faz parte de uma série de encontros promovidos pela Secretaria-Geral da Presidência da República para ouvir a população e discutir medidas que possam reduzir os impactos de eventos climáticos extremos. Secretário-executivo da pasta, Josué Rocha participou da programação na capital cearense e destacou, em entrevista ao podcast "Café com Verdade", do Grupo Cidade de Comunicação, que a preparação antecipada é considerada fundamental pelo governo.

“A gente não pode evitar que o El Niño aconteça, mas a gente pode se preparar para que, caso aconteçam os seus efeitos mais severos, a sociedade esteja mais preparada para lidar com isso”, afirmou.

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Segundo Josué Rocha, o governo federal mantém, desde o início do ano, uma sala de situação coordenada pela Casa Civil. A estrutura conta com a participação de mais de 27 ministérios e acompanha informações relacionadas ao fenômeno climático para tentar antecipar cenários e organizar respostas do poder público.

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Governo acompanha possibilidade de El Niño forte

Durante a passagem por Fortaleza, Josué Rocha afirmou que as análises realizadas ao longo dos últimos meses indicaram a possibilidade de um El Niño de forte intensidade.

“Ficou estabelecido agora, por volta de junho e julho, que a gente poderia ter um El Niño superforte”, declarou o secretário-executivo.

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Diante desse cenário, a estratégia do governo é acompanhar os possíveis efeitos em cada região brasileira. Isso porque as consequências relacionadas ao fenômeno podem variar de acordo com as características de cada território.

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No Ceará, a atenção está voltada principalmente para a possibilidade de um cenário de seca mais intensa. De acordo com Rocha, essa preocupação não está concentrada em 2026, mas especialmente no próximo ano.

“Aqui na região do Ceará há uma seca um pouco mais intensa, não prevista para esse ano de 2026, mas podendo acontecer no ano de 2027”, explicou.

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Além da redução das chuvas, o aumento das temperaturas também está entre os pontos acompanhados pelo governo federal.

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A possibilidade de condições climáticas mais severas reforça, segundo o representante do governo, a importância de antecipar medidas e estabelecer diálogo com estados, municípios e organizações da sociedade.

Encontros discutem impactos em diferentes regiões

Fortaleza está entre as cidades escolhidas para receber os encontros presenciais sobre os possíveis impactos do El Niño. A programação também contempla municípios de diferentes regiões brasileiras.

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Entre as cidades previstas na agenda estão Rio de Janeiro, Manaus, Santarém, Campo Grande, Petrolina e Porto Alegre. A escolha de diferentes localidades busca justamente compreender como cada região poderá ser afetada e quais medidas podem ser adotadas considerando as características locais.

A iniciativa também abre espaço para que movimentos sociais, organizações não governamentais, representantes de órgãos públicos e outros setores da sociedade apresentem preocupações e sugestões ao governo.

Josué Rocha explicou que esse diálogo está diretamente relacionado às atribuições da Secretaria-Geral da Presidência.

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“A Secretaria-Geral da Presidência tem a função de fazer o diálogo com a sociedade. Ela coordena o Sistema Nacional de Participação Social, os conselhos, as conferências e a relação com a sociedade civil, movimentos sociais, ONGs e terceiro setor”, afirmou.

Preparação para possíveis eventos extremos

A estratégia apresentada pelo governo parte do entendimento de que não é possível impedir a ocorrência do fenômeno climático, mas medidas preventivas podem reduzir os efeitos sobre a população.

Por isso, além do acompanhamento realizado pela sala de situação coordenada pela Casa Civil, a agenda de encontros pretende incorporar informações e demandas apresentadas diretamente nos territórios.

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No caso do Ceará, o cenário de possível redução das chuvas em 2027 coloca a questão hídrica entre os assuntos que exigem atenção. O Estado possui histórico de períodos prolongados de estiagem e depende do acompanhamento das precipitações para garantir segurança no abastecimento e nas atividades produtivas.

A discussão também envolve a necessidade de preparar diferentes setores para eventuais temperaturas mais elevadas e períodos de seca mais intensos.

De acordo com Josué Rocha, a articulação entre diferentes ministérios permite que o governo acompanhe o cenário de maneira integrada e possa se antecipar caso as previsões mais severas se confirmem.

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A agenda realizada em Fortaleza, portanto, faz parte de uma estratégia nacional que busca combinar monitoramento técnico e participação social. A intenção é que as informações coletadas durante os encontros contribuam para a preparação do poder público diante dos possíveis impactos do El Niño nos próximos meses e, principalmente, ao longo de 2027.


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