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POLÍTICA

Meta diz que falhas em redes de Lula foram técnicas e nega interferência nas eleições

A empresa afirmou que os problemas registrados em plataformas e ferramentas digitais tiveram causas técnicas e operacionais. A manifestação ocorre em meio a questionamentos sobre o tratamento dado aos candidatos à Presidência em 2026.

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Meta diz que falhas em redes de Lula foram técnicas e nega interferência nas eleições
Meta diz que falhas em redes de Lula foram técnicas e nega favorecimento político. Foto: Ricardo Stuckert

A Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, negou nesta sexta-feira (16) ter interferido nas eleições brasileiras ou favorecido qualquer candidatura. Em comunicado, a companhia atribuiu a problemas técnicos e operacionais os episódios envolvendo ferramentas de publicidade, contagem de visualizações e inteligência artificial que geraram questionamentos durante a campanha eleitoral de 2026.

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A manifestação ocorreu após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionar o tratamento dado aos conteúdos do candidato nas plataformas, em comparação com os do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno com o petista. A empresa afirmou que não atua para favorecer ou prejudicar candidatos.

“A Meta não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição”, declarou a companhia. A empresa também afirmou que seus sistemas não classificam nem distribuem conteúdos com base em ideologia política e que as regras são aplicadas igualmente a todos.

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Meta explica falhas envolvendo campanha de Lula

Entre os episódios apresentados pela empresa está a desativação temporária da conta de anúncios da campanha de Lula, em 23 de setembro. Segundo a Meta, o bloqueio durou pouco mais de uma hora e ocorreu por engano, após um anúncio ser identificado como possível tentativa de se passar por um programa social do governo federal.

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A companhia afirmou que a análise fazia parte de mecanismos de combate a fraudes e que a restrição foi corrigida. Ainda conforme a Meta, a página oficial da campanha no Facebook e a conta no Instagram não foram bloqueadas.

Outro caso ocorreu em 7 de outubro, quando uma falha global afetou a contagem de visualizações dos vídeos do Reels. De acordo com a empresa, os números ficaram congelados, incorretos ou zerados durante aproximadamente cinco horas, mas a distribuição dos conteúdos continuou normalmente. O problema teria atingido criadores em mais de cem países.

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A Meta também informou que a campanha de Flávio Bolsonaro relatou o mesmo problema naquele dia. A empresa afirmou ainda que o desempenho da conta oficial de Lula no Instagram ficou acima de sua média recente, argumento usado para sustentar que a falha na contagem não reduziu o alcance das publicações.

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Em 9 de outubro, uma atualização de código provocou outro problema, desta vez no Gerenciador de Anúncios. A falha impediu temporariamente a criação de anúncios a partir de publicações já feitas no Instagram. Segundo a Meta, milhares de anunciantes de diferentes países foram afetados, mas outras formas de criar anúncios continuaram disponíveis. O problema foi corrigido após a reversão da atualização.

Empresa comenta funcionamento da inteligência artificial

A Meta também respondeu a questionamentos sobre a Meta AI, ferramenta de inteligência artificial da companhia. O caso envolveu relatos de que determinados pedidos para gerar imagens relacionadas a Flávio Bolsonaro eram aceitos, enquanto solicitações semelhantes envolvendo Lula eram bloqueadas.

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Segundo a empresa, as proteções implementadas para cumprir as regras eleitorais impediam solicitações que mencionavam diretamente os nomes dos candidatos, mas apresentavam uma falha quando eram usados determinados primeiros nomes associados aos números eleitorais.

A companhia afirmou que essa brecha permitiu a geração de algumas imagens relacionadas a Flávio Bolsonaro e que o mesmo problema também poderia ocorrer com solicitações envolvendo Lula. A Meta declarou ter corrigido a falha em 14 de outubro e negou que o episódio tenha sido motivado por preferência política.

TSE determina tratamento igualitário entre candidatos

Na quinta-feira (15), o ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a Meta assegure tratamento igualitário a Lula e Flávio Bolsonaro nas plataformas até o fim do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

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A decisão proíbe a empresa de reduzir a distribuição de conteúdos políticos, limitar recomendações ou restringir resultados de busca de maneira desigual entre os candidatos. Também estabelece restrições à desativação de contas de anúncios e à limitação de impulsionamentos sem revisão humana. Em caso de descumprimento, a multa prevista é de R$ 500 mil por dia.

A determinação ocorreu após a campanha de Lula apresentar questionamentos sobre a distribuição de publicações e o funcionamento das ferramentas da empresa. Na decisão, o ministro ressaltou que os elementos disponíveis naquele momento não permitiam concluir que a Meta tivesse manipulado deliberadamente a distribuição de conteúdos para favorecer ou prejudicar uma candidatura.

Em sua manifestação, a Meta afirmou ter apresentado ao TSE uma defesa com dados técnicos e reiterou que continuará cumprindo a legislação eleitoral brasileira. A empresa também declarou que pretende corrigir eventuais erros e aplicar as mesmas regras a candidatos e partidos.

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