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Mudar de carreira ou diversificar as atividades

É possível se realizar mudando ou tendo diferentes fontes de renda

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Mudar de carreira ou diversificar as atividades
Foto: GCMais

 

Aline Campos - Modelo, atriz, apresentadora e empresária Divulgação

Recentemente, a confirmação de um remake da novela Vale Tudo levantou uma questão importante: a atriz Lídia Brondi aceitaria ou não uma participação especial na trama? Afastada do cenário artístico desde 1992, quando apresentou crises de pânico e optou por não atuar mais como atriz, Lidia vive sendo convidada para fazer novelas. Ela, que se formou em psicologia e atende em seu consultório em São Paulo há mais de 25 anos e recusou a atuação, mesmo que de forma rápida, na novela.

Segundo a psicóloga Débora Telles, a decisão de fazer a transição de carreira nem sempre é fácil, mas pode ser libertadora. “Eu mesma passei por isso. Trabalhei anos em multinacionais, mas o desejo de ter meu negócio e ficar mais próxima de minha família, falou mais alto”, conta Débora que, desde então, atua como psicóloga clínica, atendendo questões familiares.

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No mesmo exemplo de Lídia Brondi temos ainda Ana Paula Arósio, que deixou de ser atriz para cuidar de um haras e Marcelo Antony, que foi ser corretor de imóveis de luxo em Portugal. “A mudança total normalmente é tomada quando a pessoa não vê novas oportunidades ou sente desconforto no trabalho”, afirma Débora. “No caso de Lídia Brondi, que sofria com pânico, foi uma escolha pela saúde mental”, conclui.

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Os casos envolvendo artistas ganham destaque, pela exposição de suas vidas pessoais na mídia. Seja por escolha ou imposições da vida, as transições estão aí e podem ser referência para quem deseja mudar totalmente ou apenas diversificar as atividades, para ‘não colocar todos os ovos na mesma cesta’.

A atriz Aline Campos deixa claro que isso é possível. Iniciou sua trajetória como modelo e dançarina e hoje, além de atuar em vários filmes nacionais, apresenta o programa ‘Segue o Baile’ no Canal E! e se lançou no empreendedorismo através da franquia de acessórios Monabu, da qual é sócia. “Sou muito ativa, gosto de aprender coisas novas e variar meus interesses profissionais. Empreender está sendo um de meus maiores desafios e, confesso, que estou adorando”, diz a empresária, às vésperas de inaugurar a primeira loja.

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“O caso de Aline demonstra que mudar radicalmente não é a única opção e transitar entre diferentes trabalhos é uma escolha assertiva para não gerar ansiedade ou para quando precisamos ‘dar um tempo’ de certas tarefas”, completa Débora Telles. “Seja para recomeçar ou complementar o que já existe, o essencial é ter um planejamento adequado, para maiores garantias de que o objetivo seja alcançado”, conta a psicóloga.

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Dicas valiosas para uma transição tranquila:

- Ter flexibilidade para novidades e resiliência para revisar a mudança a qualquer momento;

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- Investir em cursos, para ampliar o leque de conhecimento;

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- Conhecer seus limites e dar os passos certos. Se possível, contratar ajuda profissional de uma consultoria especializada em carreiras;

- Diversificar como faz Aline Campos é uma estratégia incrível para quem não deseja radicalizar.

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“Quando há uma insatisfação real, as metamorfoses profissionais são extremamente positivas. Eu deixo aqui um conselho muito importante: se possível, deixe as pontes em pé. Você nunca sabe se precisará voltar pelo mesmo caminho”, finaliza Débora Telles.

 

Sobre

Débora Gusmão Telles é Psicóloga Clínica e empreendedora, com ampla experiência no mundo corporativo. Formada em Psicologia pela PUC-SP e com CBA pelo Insper-SP, construiu uma carreira sólida em grandes multinacionais, em Recursos Humanos. Com mestrado em Psicologia Clínica e especialização em Terapia Familiar e de Casal, atendendo adolescentes, adultos e casais. Débora também é autora do livro Escolha Profissional: O que você precisa saber para não errar (2024), e co-autora dos livros Família e Comunidade: Interfaces da Psicologia Clínica (2022) e Com-vivendo com a adolescência nos dias atuais. (2021)

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