O café jacu, produzido na Fazenda Camocim no Espírito Santo, destaca-se pelo seu método de produção único, utilizando a ave nativa da Mata Atlântica, o jacu. Este processo, que ocorre exclusivamente em Pedra Azul, Domingos Martins, eleva o preço do quilo do café a cerca de R$ 1.500. Os grãos são ingeridos e excretados pela ave, resultando numa fermentação natural que suaviza o sabor do produto final.
A Fazenda Camocim produz o café jacu utilizando práticas de agricultura orgânica e agroflorestal, ao mesmo tempo em que cria um habitat favorável para a ave. Este método não apenas conserva a biodiversidade local como também assegura que os grãos sejam de altíssima qualidade. Cada etapa, desde a coleta manual dos grãos até a torrefação, é realizada manualmente, produzindo entre 24 toneladas de café jacu anualmente.

Inovação e sustentabilidade
O uso do jacu na produção de café é uma solução sustentável e inovadora. Essa ave tem a habilidade de escolher os frutos mais maduros, o que ajuda a garantir a qualidade do café, atendendo aos altos padrões do mercado internacional.
O café jacu é apreciado globalmente, com exportações para países como França, Japão, Austrália e Estados Unidos. Essa valorização internacional se deve tanto à rara qualidade dos grãos quanto ao seu processo de produção ambientalmente responsável, que promove a preservação do ecossistema da Mata Atlântica.
A fermentação promovida pelo trato digestivo do jacu proporciona ao café um sabor menos amargo e um teor de cafeína reduzido. Essa característica distinta não só cria uma bebida única, mas também eleva sua posição no mercado de cafés especiais. A Fazenda Camocim, pelo seu método de produção, já foi elogiada em publicações internacionais e seu café é considerado uma iguaria.




