A estátua da Liberdade da Havan, instalada em frente a diversas lojas da rede pelo Brasil, é feita de fibra de vidro e resina, materiais comuns em esculturas de grande porte por serem leves e mais baratos que alternativas como concreto ou metal. A estrutura interna, no entanto, conta com uma base de aço que dá sustentação ao monumento, permitindo que ele alcance até 36 metros de altura em algumas unidades.
A escolha da fibra de vidro se deve à facilidade de moldagem e ao custo reduzido, o que possibilita à empresa replicar a estátua em todas as filiais. No entanto, essa combinação de materiais também apresenta vulnerabilidade ao fogo, já que tanto a resina quanto a própria fibra podem ser inflamáveis em determinadas condições.

Risco de incêndio e repercussão
O incêndio que atingiu uma dessas estátuas chamou atenção justamente pela forma rápida como as chamas se espalharam. Em situações como essa, a combustão ocorre de maneira acelerada devido às propriedades químicas da resina, que, quando exposta a altas temperaturas, gera fumaça densa e tóxica.
Especialistas em engenharia civil destacam que a fibra de vidro, apesar de resistente em condições normais de uso, não é imune ao fogo. Em contato direto com chamas, a resina que compõe a peça perde estabilidade, o que provoca colapso parcial da escultura.
Diferente de monumentos construídos em pedra ou concreto, que suportam altas temperaturas por mais tempo, a versão da Havan tem durabilidade reduzida em acidentes dessa natureza.
As estátuas da Havan são conhecidas por estarem presentes na fachada das lojas como parte da identidade visual da marca, inspiradas no monumento norte-americano de Nova York. A versão brasileira, entretanto, difere em escala, composição e finalidade, servindo mais como elemento publicitário do que como obra arquitetônica duradoura.



