O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, estimado em US$ 4,89 trilhões para 2025, está muito abaixo do PIB da China, projetado em US$ 39,44 trilhões no mesmo período. Apesar do crescimento brasileiro nos últimos anos, o ritmo de expansão da China e de outros membros do BRICS supera em larga escala o do Brasil.
O BRICS, formado atualmente por 20 países entre membros e parceiros, possui um PIB total de US$ 89,6 trilhões, sendo 53% maior que o do G7, grupo composto pelas principais economias desenvolvidas.
A China é responsável por quase metade desse valor, com forte participação no comércio internacional, indústria e tecnologia. Entre os demais membros, Índia, Rússia, Indonésia e Brasil também se destacam, mas em proporções menores.

Expansão e impacto econômico do BRICS
A expansão do BRICS fortalece a posição dos países do Sul Global frente à governança econômica internacional. Com a inclusão de novas economias como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia e Irã, o bloco passou a representar cerca de 40% do PIB global em Paridade do Poder de Compra (PPC).
O comércio intra-BRICS também cresceu, passando de US$ 17 bilhões em 2000 para US$ 334 bilhões em 2020, demonstrando complementaridade econômica entre os membros. O Brasil, dentro do bloco, mantém corrente comercial de US$ 210 bilhões com os países do BRICS, correspondendo a 35% do comércio total brasileiro.
Suas exportações para o bloco somaram US$ 121 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 88 bilhões, gerando saldo positivo de US$ 50 bilhões. Além do comércio, o BRICS detém grandes reservas de energia, minerais e terras agrícolas, consolidando-se como um polo estratégico para abastecimento global de alimentos, petróleo e recursos minerais.



