O custo de manutenção de um preso nos sistemas prisionais estaduais brasileiros varia entre R$ 1,1 mil e R$ 4,3 mil por mês, segundo dados de 2024 da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
Esse valor inclui despesas com alimentação, saúde, uniformes, materiais de higiene, segurança, manutenção das unidades e salários dos servidores. No ano, cada detento representa um gasto anual de aproximadamente R$ 13 mil a R$ 52 mil, dependendo do estado. Bahia, Amazonas e Tocantins lideram o ranking de custos, enquanto o Espírito Santo registra o menor valor médio por preso.
A média nacional de gasto mensal por preso em 2024 foi de R$ 2.331,49, ultrapassando pela segunda vez, em cinco anos, a marca de R$ 2,3 mil. Os custos apresentam variação ao longo do ano, normalmente menores no início e maiores em dezembro, devido ao pagamento do décimo terceiro aos servidores e outros encargos.
A maior parte dos recursos aplicados no sistema prisional é destinada ao pagamento de pessoal. Dos R$ 20,7 bilhões investidos, R$ 14,2 bilhões foram usados com salários, enquanto quase R$ 6,5 bilhões cobriram despesas com manutenção, alimentação, equipamentos e serviços.

Diferenças entre estados e impactos da população carcerária
Estados com baixa população carcerária, como Tocantins e Amazonas, apresentam custo médio mais alto por preso, devido à razão entre número de detentos e vagas disponíveis. Tocantins, por exemplo, possui 5.490 custodiados distribuídos em 25 unidades penais, o que eleva o gasto médio mensal.
Por outro lado, estados com maior número de presos ou sistemas mais estruturados conseguem reduzir o custo médio por pessoa, como ocorre no Espírito Santo, que registrou R$ 1.105,14 por preso, embora a secretaria local esteja ajustando os dados para refletir todas as despesas.




