O Banco Itaú, oficialmente Itaú Unibanco, é o maior banco privado do Brasil e um dos maiores conglomerados financeiros do hemisfério sul. Diferente do que muitos imaginam, ele não possui um único dono.
O controle majoritário está ligado à Itaúsa, uma holding que concentra a participação acionária das famílias fundadoras: Moreira Salles e Setubal. Essas famílias desempenham papel central no conselho de administração e continuam sendo influentes na condução estratégica da instituição.
Além da Itaúsa, outro bloco relevante é o da IUPAR, empresa que também tem participação significativa no capital. A soma dessas estruturas garante às famílias fundadoras uma posição privilegiada na definição dos rumos do banco, mesmo que a maior parte das ações estejam em circulação no mercado. Em setembro de 2024, 52,95% das ações do Itaú estavam em livre negociação na B3 e na Bolsa de Nova York.

O peso dos investidores institucionais
Entre os acionistas, também se destacam grandes fundos internacionais como BlackRock e The Vanguard Group, que possuem participações expressivas. Isso significa que, além das famílias controladoras, o Itaú é influenciado por investidores institucionais globais que buscam retorno financeiro e estabilidade na gestão.
A governança do Itaú é organizada de forma a equilibrar esses diferentes interesses. Pedro Moreira Salles e Roberto Setubal, descendentes das famílias fundadoras, atuam como co-presidentes do conselho de administração, ao lado de outros membros ligados às famílias e de representantes independentes.
O resultado desse arranjo é que o “verdadeiro dono” do Itaú não pode ser reduzido a uma única pessoa ou grupo. O banco pertence a uma estrutura de controle formada pela Itaúsa e pela IUPAR, mas também é parcialmente propriedade de milhares de investidores individuais e institucionais que detêm ações negociadas em bolsa.



