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'Fungo preto' já existe no Brasil, diz especialista

Nessa quarta-feira (3), um paciente de covid com suspeita de infecção por 'fungo preto' morreu no Mato Grosso do Sul

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'Fungo preto' já existe no Brasil, diz especialista
Foto: GCMais

Um homem de 71 anos com covid-19 e suspeita de ser portador de mucormicose, doença conhecida como ‘fungo preto’, morreu na tarde dessa quarta-feira, 2, em Campo Grande (MS). O homem foi testado positivo para covid-19 no dia 18 de maio, e já estava hospitalizado quando surgiram os sintomas do fungo preto. Outros casos já foram relatados em Santa Catarina, no Amazonas e em São Paulo.

De acordo com o PhD, neurocientista e biólogo, Fabiano de Abreu, diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito, a doença já existe no Brasil.

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“Não faz sentido o medo deste fungo chegar no Brasil se ele já está no país assim como com prevalência em países tropicais. É um fungo, como muitos outros, mas que pode ser letal quando em condições de baixa imunidade”, afirma Fabiano.

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O especialista explica ainda que a mucormicose, conhecida como fungo preto, é uma doença causada pelo fungo da família Mucorales, encontrados em substratos orgânicos em decomposição. A doença é adquirida, segundo Fabiano Abreu, quando os esporos produzidos pelo bolor são inalados ou quando entram no corpo por corte ou laceração da pele.

"A enfermidade acontece normalmente quando o sistema imunológico está debilitado ou em caso de diabetes não controladas", ressalta.

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O tratamento para a doença consiste com altas doses de anfotericina B por via intravenosa, e uma cirurgia é feita para remover tecido infectado e morto, segundo Fabiano.

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A mucormicose pode causar febre e dor nos seios paranasais. "Se a órbita ocular for infectada pode haver perda da visão. O céu da boca (palato), os ossos faciais que rodeiam a cavidade ocular, os seios paranasais ou a divisão entre as fossas nasais (septos) podem ser destruídos pela infecção. O tecido morto fica preto e a infecção no cérebro pode provocar dificuldade de usar e entender a linguagem, convulsões, paralisia parcial, prejudica a memória e pode levar ao coma”, conta o especialista.

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