Entre as dez cidades mais violentas do Brasil, quatro delas ficam no Ceará. Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, ocupa o segundo lugar deste ranking, ficando atrás apenas de Rio Branco, capital do Acre. Outros dois municípios da Grande Fortaleza também aparecem nesta lista: Maracanaú, em terceiro lugar, e Maranguape, em sétimo. Além disso, Juazeiro do Norte também aparece neste ranking, em oitavo lugar.
Estes dados são de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que publicou uma nota técnica na última quarta-feira (23) com as 120 cidades mais violentas em todo o Brasil. O ranking foi baseado no total e na taxa média de homicídios dolosos entre 2018 e 2020 dos municípios brasileiros. Confira:
UF MunicípiosTotal
Taxa
Nota Geral
Ranking
AC Rio Branco
386
93,4
10,0
1
CE Caucaia
308
84,2
9,7
2
CE Maracanaú
170
73,9
9,5
3
PE Cabo de Santo Agostinho
168
80,2
9,5
4
BA Feira de Santana
377
60,9
9,2
5
AC Cruzeiro do Sul
131
146,7
9,1
6
CE Maranguape
97
74,4
8,8
7
CE Juazeiro do Norte
190
68,8
8,7
8
BA Camaçari
192
63,2
8,7
9
RN Mossoró
176
58,5
8,7
10
O Ceará é o estado com a maior quantidade de cidades que estão dentro deste ranking das mais violentas. Em seguida vem a Bahia, com três, Acre e Pará, cada um com duas, e Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Sul com uma cidade cada.
Quando o ranking é ordenado com base apenas na taxa de homicídios dolosos, o Ceará continua com quatro cidades entre as 10 mais violentas, mas com algumas alterações. Pacajus fica em terceiro lugar, seguida de Aquiraz, em quarto, e Caucaia, em quinto. Maranguape segue nesta lista, porém, agora, em décimo lugar.
UF Municípios TotalTaxa
Taxa de variação entre 2019 e 2020
Ranking
AC Cruzeiro do Sul
131
146,7
-50%
1
AC Rio Branco
386
93,4
-8%
2
CE Pacajus
65
89,3
193%
3
CE Aquiraz
71
87,3
154%
4
CE Caucaia
308
84,2
64%
5
PE Cabo de Santo Agostinho
168
80,2
22%
6
RN Macaíba
65
79,4
-2%
7
PA Altamira
89
76,5
-65%
8
BA Dias d'Ávila
62
74,8
19%
9
CE Maranguape
97
74,4
85%
10
Segundo o Ipea, este levantamento deve ser usado para o desenvolvimento de políticas públicas no combate à violência nas cidades brasileiras. Os dados serão enviados ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP) do Governo Federal e devem ser usados no Programa Nacional de Enfrentamento de Homicídios e Roubos, que visa desenvolver iniciativas de prevenção e repressão da criminalidade nestas cidades.




