Segundo um especialista entrevistado pelo Grupo Cidade de Comunicação, o risco de que a erupção de um vulcão na costa da África poderia resultar em um tsunami que atingiria o litoral do Ceará é mínimo e não é motivo de preocupação. Nesta quinta-feira (16), circularam nas redes sociais a informação de que o alerta do risco de erupção deste vulcão subiu para o nível amarelo.
“Em primeiro lugar eu gostaria de dizer que não existe um risco iminente de tsunami”, afirma Carlos Teixeira, professor do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC). “O que aconteceu foi que houve um aumento de um alerta de erupção de um vulcão nas Ilhas Canárias. Ele saiu do nível 1 para o nível 2. E são quatro níveis. Para a gente estar perto de uma erupção a gente teria que estar no nível quatro. E a gente está longe disso”.
Mas o professor não descarta que, se houver uma erupção, há o risco de grandes ondas no Oceano Atlântico. “Caso houvesse uma erupção, aí poderia ocorrer uma tsunami que chegaria à costa do Brasil, Estados Unidos, Caribe e poderia ser perigoso, realmente. Não necessariamente teria ondas altas, mas você tem a possibilidade dessas ondas existirem”, explica.
Segundo ele, esse nível de alerta amarelo não é motivo de preocupação para a população e sim para as autoridades. “O alerta que fica é: nós não devemos nos preocupar e ter medo. Isso não está perto de ocorrer. Mas as autoridades, os governantes, devem começar a pensar nessa possibilidade: ‘e se a gente tivesse um tsunami? Quais as áreas que a gente teria que evacuar, o que a gente teria que fazer?’. Isso que a gente tem que pensar, a gente tem que se adiantar ao problema. Sem alarmismo”, afirma Carlos Teixeira.




