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Surto de doença mão-pé-boca é registrado em cidades do Brasil; saiba os sintomas

Síndrome mão-pé-boca é altamente contagiosa e ocorre mais frequentemente em crianças com menos de cinco anos

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Surto de doença mão-pé-boca é registrado em cidades do Brasil; saiba os sintomas
Foto: GCMais

Nos últimos dias, algumas cidades brasileiras têm registrado surtos da doença mão-pé-boca. Em Chapecó, município de Santa Catarina, pelo menos oito escolas registraram casos e já foram confirmados 63 registros em crianças.

Já na cidade de Ourinhos, no interior de São Paulo, houve um recorde de atendimentos de crianças com a enfermidade: Somente no último domingo (24), mais de 60 crianças foram atendidas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

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A síndrome mão-pé-boca é altamente contagiosa e ocorre mais frequentemente em crianças com menos de cinco anos. A transmissão pode acontecer através da tosse, espirros e saliva e do contato direto com bolhas que tenham estourado.

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“Mãos sem higiene adequada possibilitam a transmissão entre crianças”, ressalta Robério Leite, infectologista. De acordo com o médico, o vírus é eliminado nas fezes, por isso a higienização é importante para evitar o contágio.

A secretária Andréia Barbosa lembra do sufoco quando os sintomas começaram a aparecer no filho de apenas nove meses.

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“Meu filho apresentou febre de 38,5 e vomitou na creche, detectamos apenas uns três carocinhos perto da boca. Quando entardeceu, fui banhá-lo e repentinamente criaram bolhas praticamente no corpo inteiro, só que as dos braços e pernas muito inflamadas. Ele estava muito enjoadinho e se esfregava na gente no intuito de coçar. Apresentou também dificuldade ao engolir, pois haviam muitas bolhas na boca. Fiquei desesperada”, afirma Andréia.
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No início, a doença pode ser confundida com outras infecções virais, como a catapora. Por isso, os pais devem ficar atentos se a criança apresentar febre acima dos 38º C, dor de garganta, dificuldade para engolir, muita salivação, vômito, diarreia, falta de apetite, dor de cabeça e levar à unidade de saúde. Geralmente, só após dois dias do surgimento dos primeiros sintomas, aparecem aftas dolorosas na boca e bolhas dolorosas nas mãos, pés e, em alguns casos, em outras partes do corpo.

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Tratamento da doença mão-pé-boca

De acordo com o médico Robério Leite, como não existe antiviral específico para esse vírus do grupo coxsackie, o tratamento pode ser feito com antialérgico para diminuir o prurido e antibióticos se houver infecção das lesões por bactérias.

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“Atenção especial para a hidratação, pois se houver muitas lesões na boca, a criança se recusa a ingerir alimentos e líquidos, podendo desidratar”, reforça.

O tratamento dura cerca de sete dias e é importante que a criança não vá a escola ou à creche durante esse período, para não contaminar outras crianças. Mesmo após a recuperação, o vírus ainda pode ser transmitido através das fezes durante cerca de quatro semanas. Diante do aparecimento dos sintomas os pais devem levar a criança à unidade básica de saúde mais próxima.

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