O Sistema Fecomércio e o Conselho Regional de Economia (Corecon) do Ceará divulgaram nesta terça-feira (21) os resultados da 46ª edição da Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE), mostra que analisa o comportamento das diversas variáveis econômicas, como consumo, investimento, poupança, taxa de juros, dentre outras, de forma negativa ou positiva.
Os novos dados revelam que o número de variáveis analisadas com pessimismo foi superior ao da pesquisa anterior. As variáveis percebidas com pessimismo são: oferta de crédito (98,4 pontos), taxa de câmbio (54,9 pontos), taxa de inflação (35,3 pontos), salários reais (32,6 pontos), gastos públicos (28,8 pontos) e taxa de juros (20,1 pontos).
"Desses pontos, podemos destacar a taxa de inflação que se acelera no País, a taxa de câmbio que sobe pressionando de inflação e a taxa de juros, que se eleva como medida do Banco Central para conter a inflação e que, no entanto, gera redução do ritmo da atividade econômica: menos consumo, menos investimento e menos emprego", analisa o economista Ricardo Eleutério.
A pesquisa gerou ainda três índices de percepção sobre o comportamento macroeconômico: os índices de percepção geral (69,9 pontos), percepção presente (60,7 pontos) e percepção futura (79,0 pontos), que apresentaram aumento no pessimismo. "Esses índices relevaram um aumento do desequilíbrio macroeconômico do País", observou o especialista.
A pesquisa pontua de zero a 200 pontos as variáveis analisadas. Abaixo de 100 pontos configura-se uma situação de pessimismo e acima desse valor, otimismo. O número de variáveis analisadas com otimismo foi menor que o da pesquisa anterior, apenas três: cenário internacional (134,2 pontos), nível de emprego (113,6 pontos) e evolução do PIB (110,9 pontos).
Sobre a pesquisa
A pesquisa sobre o Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE) tem periodicidade bimestral e colheu no período novembro-dezembro as expectativas de 101 especialistas em economia. A amostra reúne profissionais dos mais diversos setores da economia cearense: indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro, comércio e serviços. Economistas, empresários, consultores, executivos de finanças, professores universitários, pesquisadores, analistas e dirigentes de entidades diversas contribuíram com suas percepções.




