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Estudo aponta que Ceará pode viver terceira onda de Covid-19 antes do carnaval de 2022

Entre as razões apontadas pelo Cisec está a disseminação da variante Ômicron do coronavírus

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Estudo aponta que Ceará pode viver terceira onda de Covid-19 antes do carnaval de 2022
Foto: GCMais

Existem chances do Ceará passar por uma nova onda de Covid-19 antes do Carnaval de 2022. É o que aponta o boletim epidemiológico do Centro de Inteligência em Saúde do Estado do Ceará (Cisec), divulgado na última quinta-feira (30).

Entre as razões apontadas pelo Cisec está a disseminação da variante Ômicron do coronavírus. Na live da última quinta-feira (30), o governador Camilo Santana afirmou que há indícios de forte transmissão comunitária da cepa no Estado.

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O estudo aponta ainda que, apesar da situação confortável de casos, a alta concentração de coronavírus nos esgotos de Fortaleza indica que a ameaça se manifesta “de modo reiterado”. As áreas ligadas às atividades turísticas e de alta renda concentram as maiores quantidades do vírus SARS-COV-2.

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O monitoramento é liderado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), sob coordenação do professor André Bezerra com o levantamento por meio da análise das amostras recolhidas nas estações elevatórias da cidade. A iniciativa é importante para dimensionar os riscos que a Covid-19 ainda representa, mesmo em um cenário otimista, com o aumento do número de vacinados, a diminuição de casos registrados.

De acordo com o coordenador do Cisec e cientista-chefe da Saúde do Estado, José Xavier Neto, o monitoramento dá uma ideia do tamanho da ameaça a ser enfrentada. Em determinadas semanas, é possível verificar a grande variação na presença do vírus em diversas regiões da Capital.

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O pesquisador chama a atenção para um aumento considerável na concentração viral percebida na semana entre os dias 5 e 11 de dezembro de 2021. Segundo Xavier, uma causa provável deste crescimento em determinadas regiões da capital cearense pode estar ligada à realização de eventos na cidade, como congressos. “Fortaleza tem sido sede de vários eventos em novembro e dezembro. Então, provavelmente, há algum tipo de ocorrência associada ao fluxo de pessoas de outras cidades”, analisa.

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Para prevenir contra uma possível terceira onda no Estado, o Cisec reforça a necessidade da vacinação, o uso de máscara e álcool gel, além do desestímulo às aglomerações.

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