Deixar de utilizar o cinto de segurança no banco traseiro aumenta a vulnerabilidade do passageiro, além de ser infração grave, com perda de 5 pontos da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa de R$ 195,23.
"Além de fiscalização, tem a consciência do cidadão, que precisa usar o cinto para evitar complicações em caso de um sinistro", disse Disraeli Brasil, assessor técnico da superintendência da AMC.
O caso do influenciador digital Rodrigo Mussi, que sofreu um acidente como passageiro em um transporte por aplicativo, trouxe de volta a discussão sobre o cinto de segurança no banco de trás.
"Todos os dias. É uma rotina cansativa, pois temos que praticamente implorar para o passageiro usar o cinto de segurança. E não podemos nem falar de uma maneira mais enérgica, já que o cliente pode nos avaliar mal no aplicativo, o que é bem ruim para nós", garantiu Marlon Cruz, que trabalha para aplicativos de corridas há quase 2 anos.
No Ceará, cerca de 47% dos adultos não usam o equipamento no banco de trás, de acordo com a Pesquisa Nacional da Saúde (PNS). Se a gente for somar as crianças que podem, mas também não usam, mais da metade da população do estado não faz uso do cinto.
"Eu já fui multado porque o passageiro não estava de cinto no banco traseiro. Eu pedi, ele disse que ia colocar e não colocou. Quem deveria pagar essa conta era ela, mas sobrou para mim", lamentou Laiso Rabelo, que adotou a profissão de motorista por aplicativo há quatro anos.
Para se ter noção exata da importância do equipamento de proteção, os ocupantes do banco traseiro têm até 75% menos chances de lesões fatais em caso de acidentes. Ou seja, bem mais eficiente que no banco dianteiro, que todo mundo costuma usar, mas que a taxa de chance de lesão fatal é de até 50%.
Leia também | Audiência pública aborda cobrança da Enel em equipamentos de internet de pequenos provedores
Não são poucos os casos de acidentes graves em que os passageiros não usavam o cinto de segurança. No caso do transporte por aplicativo, as duas principais marcas têm diretrizes diferentes: em um delas,é possível reportar que o passageiro se recusou a usar o cinto e, agora, a empresa anunciou novas regras para o cumprimento da obrigatoriedade do uso do cinto de segurança. Usuários que descumprirem as novas regras poderão sofrer punições dentro do próprio aplicativo.
Já na outra plataforma, é possível reportar que o passageiro está sem máscara e recusar a corrida, mas não tem a permissão de avisar sobre a recusa ou a não utilização do equipamento por parte do cliente.
"Na 99, já é possível, e isso é muito bom para todo mundo, para mim e para o passageiro. A Uber ainda não tem essa opção, só consigo dizer que o passageiro está sem máscara", reclama Jurandir Cavalcante, motorista com quase 20 mil corridas por meio das duas plataformas.




