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Você sabe a importância do teste do pezinho para os bebês?

Exame deve ser feito, preferencialmente, entre o 3º e 5º dia de vida e detecta seis doenças diferentes

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Você sabe a importância do teste do pezinho para os bebês?
Foto: GCMais

Diariamente, as 116 Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPS) de Fortaleza oferecem a realização do teste do pezinho, com o objetivo de diagnosticar precocemente doenças genéticas, congênitas, infecciosas, erros inatos do metabolismo e da imunidade em bebês recém-nascidos. Após coleta, a amostra é enviada para o Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen).

Para a realização do exame é necessário apresentar, no posto de saúde, a Declaração de Nascidos Vivos (DNV) da criança e Cartão Nacional de Saúde (CNS) da mãe. No município, de janeiro a julho deste ano, foram realizados 8.440 exames, cerca de 1.200 testes por mês.

O teste deve ser realizado, preferencialmente, entre o 3º e 5º dia de vida do bebê, uma vez que diversas doenças não apresentam sintomas no nascimento e, se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente, podem causar sérias complicações à saúde do recém-nascido.

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A triagem é realizada no calcanhar, uma área bem vascularizada onde é possível obter uma amostra de sangue suficiente. Além disso, a técnica utiliza é a lanceta e não agulha, evitando assim possíveis complicações.

A partir da sua realização, os bebês têm acesso a exames confirmatórios e são encaminhados para o agendamento de consulta com especialistas na rede estadual de saúde, assegurando a linha de cuidado necessária para cada doença.

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É importante ressaltar que caso o exame não seja realizado, o bebê perde a chance de ser tratado em tempo hábil, podendo sofrer danos relacionados ao desenvolvimento neuropsicomotor, sequelas, internações e até óbito.

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Doenças que o teste do pezinho detecta

Entre as doenças rastreadas pelo teste do pezinho estão

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- Hipotireoidismo congênito: com o diagnóstico tardio, a criança terá retardo mental grave chamado de cretinismo; - Fenilcetonúria: doença rara, congênita e genética, que afeta o sistema neurológico; - Anemia falciforme: doença do sangue causada por uma alteração genética no formato das hemácias, diminuindo sua capacidade de transportar oxigênio para as células do corpo e gerando sintomas como dor generalizada, fraqueza e apatia; - Fibrose cística: conhecida também como mucoviscidose, é uma doença genética, hereditária, autossômica e recessiva, ou seja, passa de pai/mãe para filho (a). Ela afeta os aparelhos digestivo e respiratório e as glândulas sudoríparas; - Hiperplasia adrenal congênita: doença que afeta os hormônios essenciais da vida, como cortisol e aldosterona. Sem o tratamento precoce, leva o bebê à desidratação grave nos primeiros dias de vida, frequentemente evoluindo para óbito; - Deficiência de biotinidase: doença metabólica hereditária que pode causar convulsões, surdez, ataxia, hipotonia, dermatite, queda de cabelo e atraso no desenvolvimento.

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