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Chacina em Camocim: inspetor não apresentou atestado médico solicitando afastamento antes do crime

Dourado recebeu um atestado médico de 15 dias de descanso por problemas psicológicos, três dias antes do crime

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Chacina em Camocim: inspetor não apresentou atestado médico solicitando afastamento antes do crime
Foto: GCMais

O inspetor da Polícia Civil Antônio Alves Dourado, de 44 anos, não apresentou atestado médico solicitando afastamento da função antes de executar a chacina que matou outros quatro policiais na delegacia de Camocim, no interior do Ceará. Conforme a Polícia Civil do Ceará, não foi recebida qualquer documentação solicitando afastamento do servidor no Departamento de Gestão de Pessoas (DGP).

Dourado recebeu um atestado médico de 15 dias de descanso por problemas psicológicos, três dias antes do crime. O documento foi emitido por uma psicóloga da Multiclínica Camocim, no dia 11 de maio deste ano. Conforme o atestado, a psicóloga descreveu que Antônio Dourado apresentava sintomas como insônia, desânimo, dificuldade de concentração e instabilidade emocional “necessitando de 15 dias de descanso e de afastamento dos serviços laborais por 15 dias”.

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Ainda segundo a Polícia Civil, o servidor tinha conhecimento dos trâmites de pedidos de licença, pois foram constatados nos registros funcionais três licenças para tratamento de saúde: duas por problemas na coluna, em 2019, e uma para tratamento de Covid-19, em 2022.

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As investigações apontam que o crime ocorreu quando o suspeito estava de folga. O prosseguimento e a conclusão das investigações estão a cargo da Delegacia de Assuntos Internos (DAI). Após audiência de custódia, na última segunda-feira (15), a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.

Chacina em Camocim

Quatro policiais civis foram mortos a tiros na madrugada de domingo (14) dentro da Delegacia Regional de Camocim. De acordo com a Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE), o suspeito também é um policial civil e foi preso. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) e órgãos vinculados “lamentam profundamente o episódio ocorrido”, em nota.

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O policial que assassinou quatro colegas, em Camocim, litoral oeste do Ceará, neste domingo (14), chegou por volta de 4h40 da madrugada na delegacia da cidade pilotando uma motocicleta. O atirador chegou pelos fundos da delegacia, pulou o muro e foi para o andar de cima do prédio.

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Nesse local, ele encontrou o plantonista, que foi o primeiro a ser morto. Era Antônio Cláudio dos Santos. Após essa ação, ele foi para os dormitórios, onde estavam os outros 3 policiais. Todos foram mortos ali. Eram Antônio José Rodrigues Miranda, Francisco dos Santos Pereira e Gabriel de Souza Ferreira.

A polícia encontrou gás de cozinha no local, e várias mangueiras conectadas que conduziam esse gás, o que levantou a suspeita de que o plano do policial era asfixiar os colegas. Ele premeditou o crime, e pretendia matar os outros policiais que renderiam o plantão. Após os disparos chamarem a atenção, viu que não seria mais possível executar o plano inicial e fugiu em uma viatura, mas abandonou o carro e depois foi preso e autuado em flagrante. Ele segue detido.

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