O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, lidera uma reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira (13), em Nova York. O encontro foi convocado pelo Brasil e teve como objetivo discutir a situação humanitária na Faixa de Gaza, ameaças à segurança e à paz mundial, e desdobramentos do conflito entre Israel e a Palestina, no Oriente Médio. Até a quinta-feira (12), cerca de 2.600 pessoas haviam morrido no conflito.
Essa reunião representa o segundo encontro do grupo desde o início dos ataques. A primeira reunião ocorreu no domingo (8) e não resultou em uma declaração final. Na quarta-feira (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um apelo à ONU para uma intervenção humanitária internacional no Oriente Médio. Ele enviou uma mensagem ao secretário-geral da organização, António Guterres, e ofereceu o apoio do Brasil para uma ação voltada para a libertação de crianças feitas reféns pelo grupo terrorista Hamas.
Lula destacou a urgência de um cessar-fogo para proteger as crianças israelenses e palestinas. "O Brasil, na presidência provisória do Conselho de Segurança da ONU, se juntará aos esforços para que cesse de imediato e em definitivo o conflito. E continuará trabalhando pela promoção da paz e em defesa dos direitos humanos no mundo", enfatizou o presidente brasileiro.
O conflito no Oriente Médio ganhou destaque quando o Hamas, considerado uma organização terrorista pelos EUA, pela União Europeia e por Israel, lançou uma ofensiva sem precedentes no último sábado (7). Mais de 7.000 mísseis foram disparados em direção a Israel, em uma operação apelidada pelo Hamas de "Dilúvio de Al-Aqsa". Em resposta, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu uma forte retaliação, caracterizando o evento como uma guerra.
O Conselho de Segurança da ONU, estabelecido em 1948 para manter a paz e segurança internacionais, tem cinco membros permanentes (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) e dez membros não permanentes com mandato de dois anos. Atualmente, os dez países não permanentes incluem Brasil, Albânia, Equador, Emirados Árabes, Gabão, Gana, Japão, Malta, Moçambique e Suíça. Desde outubro, o Brasil assumiu a presidência rotativa do conselho.




