ALERTA DA SAÚDE

Ibuprofeno e a automedicação: entenda porque é proibido em alguns países

O ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroidal amplamente utilizado para aliviar dores como dor de cabeça

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1 de abril de 2025
Portal GCMAIS

A compra de remédio sem receita médica é uma prática comum no Brasil, especialmente quando se trata de medicamentos amplamente acessíveis, como o ibuprofeno, que é usado para aliviar dores e febre. No entanto, a automedicação desses produtos pode trazer sérios riscos à saúde, uma realidade que especialistas alertam constantemente.

Ibuprofeno e a automedicação: entenda porque é proibido em alguns países
Foto: Reprodução

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Rejane Silva, dona de casa, revela como é fácil cair na tentação da automedicação: “São poucas vezes que eu uso, até porque, segundo os médicos, ele ataca os rins, ele prejudica os rins. E a gente sabe que sem os rins a gente não vive, né?”, reflete, preocupada com os efeitos do medicamento, mas reconhecendo a tentação da conveniência que ele oferece.

De acordo com Maurício Filizola, diretor do Sincofarma no Ceará, o uso irracional de medicamentos é uma questão crítica de saúde pública. “Nós temos que trazer um alerta para o uso irracional dos medicamentos que causa muitos problemas na saúde pública. O ibuprofeno, por ser um medicamento de venda livre, um anti-inflamatório, muitas vezes é utilizado no dia a dia para resolver rapidamente uma dor ou mal-estar, mas o perigo vem quando esse uso se prolonga”, explica Maurício.

O ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroidal amplamente utilizado para aliviar dores como dor de cabeça, dor nas costas, cólica menstrual e febre. No entanto, o uso prolongado ou sem orientação médica pode resultar em sérios problemas, como gastrite, úlceras, danos renais e até aumento do risco de ataques cardíacos.

“Qualquer utilização de medicamento tem que ser sob a orientação de um profissional, tanto farmacêutico quanto médico, para que o uso seja o mais seguro possível”, acrescenta Filizola, alertando sobre os riscos de mascarar doenças graves com o uso inadequado de medicamentos.

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O médico Isaías de Figueiredo também enfatiza a gravidade desse problema. “A automedicação é um problema de saúde pública. Muitas pessoas compram e utilizam remédios sem passar por uma consulta médica, o que pode causar complicações sérias”, afirma o profissional. Ele menciona que em 2022, entre 1,5 e 1,7 milhões de pessoas procuraram serviços de saúde devido a efeitos adversos de medicamentos, e que até 40 pessoas por dia foram internadas devido a esses efeitos.

Embora o ibuprofeno seja de venda livre no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sempre alerta sobre o uso cauteloso do medicamento. O problema não está restrito ao ibuprofeno, mas abrange outros medicamentos também, especialmente os antibióticos, que podem gerar resistência bacteriana se usados de maneira inadequada. “De uma forma mais simplificada, quando você usa um antibiótico, mata as bactérias que respondem a ele e deixam as resistentes. Se isso ocorrer várias vezes, você acaba com um organismo colonizado apenas por bactérias resistentes, o que pode exigir tratamentos muito mais fortes no futuro”, explica Isaías.

Alguns países, como a França e Singapura, restringem ou até mesmo proíbem o uso do ibuprofeno em determinadas situações devido a potenciais efeitos adversos. A principal preocupação envolve o risco de complicações gastrointestinais, renais e cardiovasculares, especialmente quando o medicamento é utilizado sem orientação médica ou por longos períodos.

Além disso, o ibuprofeno é contraindicado para determinados grupos de pessoas, como grávidas, aqueles com problemas gastrointestinais ou cardíacos, e pessoas com suspeita de dengue. “Antes de tomar qualquer medicamento, o mais seguro é sempre buscar a orientação médica”, reforça o médico.

Valdelice Silva, também dona de casa, compartilha sua perspectiva sobre a prática comum de automedicação: “A maioria da população é assim, né? Sempre busca o método mais prático, sem passar pelo médico. Mas acaba, às vezes, não dando certo. As consequências vêm depois”, alerta Valdelice, reconhecendo o risco de não procurar ajuda profissional antes de tomar medicamentos.

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