Fortaleza vai dobrar a quantidade de equipamentos que monitoram a qualidade do ar na cidade. O número de pontos de controle passará de 30 para 60, com instalação distribuída pelas sete regionais. A ampliação foi anunciada durante reunião entre representantes da Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação (Citinova) e da organização internacional Vital Strategies, responsável pelo programa Parceria para Cidades Saudáveis.
Os novos monitores serão posicionados de forma estratégica, com cinco unidades por regional, permitindo um acompanhamento mais preciso da situação ambiental nas áreas urbanas da capital.
O fortalecimento do programa também prevê a incorporação do monitoramento da qualidade do ar ao Plano Diretor da cidade, como parte das ações de enfrentamento às mudanças climáticas e promoção da justiça ambiental.
Atualmente, os equipamentos estão instalados em bairros como Jardim Iracema, Praia de Iracema, Carlito Pamplona, Mucuripe, Cais do Porto, Aldeota, Itaperi, José Walter, Cocó, Pici, Messejana e Alto da Balança.
Monitoramento da qualidade do ar em Fortaleza
O projeto conta com parceria da Universidade Federal do Ceará (UFC) e utiliza sensores que captam dados sobre poluentes e parâmetros climáticos, como temperatura, umidade e pressão. As placas são alimentadas por energia solar e transmitem informações em tempo real.
Fortaleza integra uma rede global de 74 cidades que desenvolvem ações para reduzir os riscos de doenças não transmissíveis, como problemas cardíacos, diabetes e câncer, além de mitigar impactos do calor extremo na saúde da população.
Em 2024, a capital cearense foi destaque no cenário nacional, registrando um dos melhores índices de qualidade do ar entre 38 cidades brasileiras, com média de 3,4 µg/m³.




