O Oriente Médio vive uma nova onda de tensão com a intensificação do conflito entre Irã e Israel, que entraram na terceira noite consecutiva de ataques aéreos neste sábado (14). Segundo informações oficiais, o Irã disparou uma nova leva de mísseis contra o território israelense, enquanto as Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram estar promovendo ofensivas aéreas contra alvos estratégicos na capital iraniana, Teerã.
Na cidade de Haifa, ao norte de Israel, pelo menos 14 pessoas ficaram feridas após explosões causadas pelos mísseis iranianos. Do lado iraniano, a Força Aérea de Israel atacou um depósito de petróleo em Teerã. De acordo com a agência estatal SHANA, do Ministério do Petróleo do Irã, o tanque atingido não continha grande volume de combustível e "a situação está sob controle".
A série de ataques ocorre após Israel ter lançado, na sexta-feira (13), o que chamou de “ataque preventivo” contra alvos nucleares e militares no Irã, resultando na eliminação de figuras-chave da cúpula militar iraniana. Em resposta, Teerã passou a bombardear Israel com drones e mísseis, intensificando a ofensiva neste fim de semana.
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Em meio à escalada, o governo iraniano emitiu um alerta aos Estados Unidos, Reino Unido e França, advertindo que qualquer tentativa de interferência para proteger Israel resultará em retaliação. O regime do aiatolá Ali Khamenei também disse estar preparado para ampliar o escopo da resposta militar, caso o cerco israelense continue.
Por sua vez, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou diretamente o Irã, afirmando que “Teerã será queimada” caso os ataques ao território israelense não cessem.
A nova fase do confronto, que envolve mísseis, drones e bombardeios direcionados, marca uma das piores escaladas entre os dois países nas últimas décadas, com a possibilidade de desencadear uma crise regional de grandes proporções e ampliar o envolvimento de potências globais no conflito. As Nações Unidas e líderes internacionais acompanham com preocupação os desdobramentos da crise.




