O Irã anunciou que atacará bases militares e embarcações dos Estados Unidos, Reino Unido e França na região do Oriente Médio, caso esses países tentem impedir sua retaliação contra Israel. A ameaça foi feita após uma série de ataques iranianos contra o território israelense, em resposta a uma ofensiva aérea israelense que matou líderes militares e cientistas do programa nuclear iraniano. Segundo Teerã, “qualquer país que tentar defender o regime contra as operações do Irã verá, por sua vez, suas bases e posições regionais se tornarem novos alvos”.
Desde sexta-feira (13), o conflito entre Irã e Israel se intensificou, quando este efetuou ataques a instalações nucleares e militares iranianas, eliminando figuras-chave da cúpula militar do país. O Irã respondeu lançando centenas de mísseis e drones contra Israel.
O governo dos Estados Unidos já informou que ajudou a interceptar mísseis iranianos e prometeu defender Israel, enquanto França também declarou apoio à defesa do país. O Reino Unido, por sua vez, tem adotado postura mais cautelosa, sem envolvimento direto até o momento.
"Declaração de guerra"
O governo do Irã classificou como uma "declaração de guerra" os bombardeios realizados por Israel na última quinta-feira (12). Os ataques, que atingiram alvos estratégicos como a usina de enriquecimento de urânio em Natanz e um aeroporto militar em Tabriz, provocaram a morte de importantes líderes militares iranianos, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, e o chefe do Estado-Maior, Mohamed Bagheri, além de seis cientistas nucleares.
Segundo o governo israelense, a ofensiva foi uma ação "preventiva" diante do avanço do programa nuclear iraniano, que, segundo autoridades de Tel Aviv, já teria acumulado urânio suficiente para a produção de várias bombas atômicas em poucos dias. "Armas de destruição em massa nas mãos do regime iraniano representam uma ameaça existencial ao Estado de Israel e uma ameaça significativa ao mundo em geral. O Estado de Israel não permitirá que um regime cujo objetivo é destruir o Estado de Israel obtenha armas de destruição em massa", afirmou o Exército israelense em comunicado.
A resposta iraniana veio imediatamente, com o lançamento de mais de 100 drones em direção ao território israelense.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu uma "punição severa" e declarou que o país "preparou um destino amargo" para Israel. A chancelaria iraniana pediu uma reação da comunidade internacional, afirmando que os ataques "expõem a segurança global a uma ameaça sem precedentes".
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o país está em um "momento decisivo" de sua história e que a operação continuará "pelo tempo que for necessário", até que a missão seja concluída. "Não podemos deixar essas ameaças para a próxima geração. Porque, se não agirmos agora, não haverá outra geração. Se não agirmos agora, simplesmente não estaremos aqui", afirmou Netanyahu.




