Desde o último dia 9 de junho, os Livreiros do Centro Dom Bosco têm enfrentado uma queda acentuada em suas redes sociais, perdendo uma média de mil seguidores por dia. O declive coincide com a intensificação da campanha da associação civil pelo cancelamento do Catecismo da Igreja Católica aprovado em 1982, defendendo a retomada de uma versão anterior sob a alegação de falhas no compêndio vigente.
Apesar do nome que homenageia Dom Bosco, a associação não mantém qualquer vínculo com a Obra Salesiana legada pelo santo.
Na prática, os Livreiros do Centro Dom Bosco operam como uma verdadeira máquina de vendas. Uma análise da coluna revelou que, das 50 últimas postagens no Instagram antes do dia 9 de junho, 38 eram dedicadas à comercialização de produtos.
A estratégia de marketing, batizada de "A Batalha dos Catecismos", acabou rendendo mais do que engajamento. Monsenhor André Sampaio de Oliveira, Delegado Episcopal para a atenção pastoral dos grupos de fiéis que celebram o rito romano segundo o Missal anterior à reforma de 1970, vinculado à Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, emitiu uma advertência pública. Ele orientou os católicos a se absterem de participar das atividades promovidas pelo Centro Dom Bosco, destacando a falta de alinhamento doutrinário com a Igreja.
Os Livreiros, no entanto, não demonstraram arrependimento. Reafirmaram sua condição de associação civil independente, distanciando-se ainda mais da estrutura eclesiástica. Enquanto isso, a queda no número de seguidores sugere que, para parte do público, o limite entre o debate teológico e o interesse comercial ficou claro demais.




