O governo federal anunciou o reajuste do salário mínimo para 2025, que passou a valer a partir de janeiro deste ano, com os primeiros pagamentos já efetuados em fevereiro. Em relação ao salário mínimo de 2024, o novo valor corresponde a um reajuste de 7,5%.
Esse aumento supera a inflação registrada no período, garantindo um ganho real para os trabalhadores, embora o valor final tenha ficado abaixo do inicialmente previsto pelo governo. A previsão inicial indicava um salário mínimo de R$ 1.525, mas as limitações orçamentárias impostas no final de 2024 fizeram com que o reajuste fosse menor. O novo valor foi fixado em R$ 1.518,00, representando um aumento de R$ 106,00 em relação ao salário mínimo de 2024.
A correção do salário mínimo é calculada com base na inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e na variação do PIB (Produto Interno Bruto). Entretanto, uma nova regra fiscal aprovada em 2024 limita o reajuste máximo a 2,5%, mesmo que o crescimento do PIB ultrapasse esse percentual — como foi o caso, com alta de 3,2% em 2023. Essa medida visa controlar os gastos públicos e evitar desequilíbrios nas contas federais, especialmente em um cenário de ajuste fiscal.
O salário mínimo é o piso salarial nacional, ou seja, o menor valor que um trabalhador com carteira assinada pode receber mensalmente. Além disso, serve como referência para o cálculo de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias pagas pelo INSS e programas sociais, o que torna seu reajuste um tema de grande impacto econômico e social.
O reajuste já está em vigor desde janeiro, mas, por conta do calendário de pagamento, os trabalhadores começaram a receber o novo valor a partir do salário referente a fevereiro. Assim, o holerite de janeiro ainda trouxe o valor antigo, enquanto o de fevereiro refletiu o aumento.
Governo prevê salário mínimo de R$ 1.630 para 2026
Durante apresentação da proposta orçamentária na Comissão Mista de Orçamento (CMO) nesta terça-feira (8), a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), confirmou a previsão de aumento do salário mínimo para R$ 1.630 em 2026. O valor, segundo a ministra, será o maior dos últimos 50 anos em termos reais.
Atualmente fixado em R$ 1.518, o reajuste representa mais um passo dentro da política de valorização do salário mínimo. Tebet ressaltou, no entanto, que cada real acrescentado ao piso nacional impacta diretamente R$ 420 milhões nas contas públicas, por estar vinculado a benefícios como aposentadorias, pensões e abonos salariais.
“O aumento do salário mínimo está sendo calculado com muito realismo, dentro do novo Arcabouço Fiscal e do compromisso com o controle da dívida pública”, afirmou a ministra.
A projeção faz parte do Projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, que também prevê um superávit primário de R$ 34,3 bilhões — o equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). As receitas primárias devem alcançar R$ 3,197 trilhões, sendo R$ 2,107 trilhões provenientes da Receita Federal. Já as despesas obrigatórias estão estimadas em R$ 2,385 trilhões, e as despesas discricionárias, em R$ 208 bilhões.
Tebet reconheceu que a meta fiscal é “desafiadora”, mas garantiu que está fundamentada em dados técnicos e evidências consistentes. A proposta segue em discussão no Congresso Nacional.




