O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, entre 2023 e 2025, sejam registrados cerca de 11 mil casos de câncer de bexiga no Brasil. Apenas no Ceará, a entidade previu 340 novos diagnósticos da doença, apenas para o ano de 2023.
Conforme o urologista Diego Capibaribe, aproximadamente 50% dos casos de câncer de bexiga estão associados ao consumo de cigarro. Isso ocorre porque as substâncias nocivas presentes na fumaça do tabaco são eliminadas do corpo por meio da urina, irritando as células da bexiga e aumentando o risco de desenvolvimento da doença.
“Outros fatores incluem exposição ocupacional a substâncias químicas, como corantes industriais e derivados de petróleo, além de infecções urinárias crônicas, histórico familiar da doença e idade avançada, visto que a maioria dos pacientes tem acima de 55 anos”, destacou o médico.
Como os homens, estatisticamente, fumam mais e representam a maior parte da força de trabalho em indústrias químicas, metalúrgicas e de petróleo, eles estão mais expostos ao risco de desenvolver câncer de bexiga. A proporção é de três casos masculinos para cada caso feminino. Além disso, alguns estudos investigam a relação entre a testosterona, hormônio presente em maior quantidade nos homens, e o desenvolvimento de tumores uroteliais, que são neoplasias que surgem nas células que revestem o trato urinário, incluindo a bexiga.
Identificando os primeiros sintomas
Um dos sintomas iniciais e mais comuns do câncer de bexiga é a presença de sangue na urina (hematúria), que pode ser observada pela coloração rosada ou avermelhada do líquido. Quando o sangue não é visível a olho nu, a hematúria pode ser detectada por meio de exames laboratoriais específicos.
Além disso, o paciente pode apresentar dor ou ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e sensação de urgência para urinar, mesmo com pouco conteúdo na bexiga.
Segundo Capibaribe, o tratamento depende do estágio em que a doença se encontra no momento do diagnóstico. “Nos casos iniciais, podemos retirar o tumor por meio de um pequeno aparelho inserido pela uretra, sem a necessidade de fazer cortes. Também é comum aplicar medicamentos diretamente dentro da bexiga, como o BCG, que ajudam o corpo a combater as células doentes”, afirma o urologista.




