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Execução de advogado em Fortaleza foi ordenada por facção, aponta Ministério Público

Até então, o crime vinha sendo tratado como possivelmente ligado à atuação profissional de Silvio em processos de grande repercussão

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Execução de advogado em Fortaleza foi ordenada por facção, aponta Ministério Público
Foto: GCMais

A morte do advogado criminalista Silvio Vieira da Silva, assassinado no bairro Genibaú, em Fortaleza, em maio deste ano, pode ter sido motivada por uma retaliação direta de uma facção criminosa. Segundo revelou o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), a principal linha de investigação agora é que o advogado foi executado por não ter conseguido obter a soltura de um integrante da facção que cumpre pena no sistema prisional.

Até então, o crime vinha sendo tratado como possivelmente ligado à atuação profissional de Silvio em processos de grande repercussão. Contudo, com o avanço das apurações, o Ministério Público passou a considerar que o advogado teria falhado em cumprir uma ordem do grupo criminoso, o que motivou a execução.

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O novo entendimento surge após a prisão de Lucas Arruda Rolin, também advogado, de 33 anos, detido nesta quarta-feira (23) em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza. Lucas tem antecedentes por organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico, e é apontado como um dos envolvidos no planejamento da morte.

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Relembre o caso

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Silvio Vieira foi morto no dia 5 de maio, no cruzamento das ruas Muritinga e Grão Pará, dentro do próprio carro. Segundo a Polícia Militar, ele foi surpreendido por quatro homens armados. A vítima estaria no local para receber honorários advocatícios, após ser atraída por uma pessoa de confiança, conforme relato do seu sócio.

Três suspeitos já haviam sido presos em junho, com idades entre 19 e 28 anos. Todos têm passagens por crimes como tráfico, roubo e homicídio. Agora, com a inclusão de um advogado no inquérito e a nova hipótese sobre a motivação, o caso ganha contornos ainda mais complexos e reveladores sobre a atuação do crime organizado.

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A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) preferiu não comentar o andamento do inquérito. Moradores do Genibaú, onde o crime ocorreu, evitam falar sobre o caso por medo de represálias. A Polícia Civil segue com diligências para identificar todos os envolvidos.

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