O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo (10) que está preparando novos ataques militares na Faixa de Gaza, incluindo a Cidade de Gaza. Netanyahu afirmou que a operação será realizada com rapidez e que o objetivo principal é "desmilitarizar a região e derrotar o Hamas" para libertar os reféns remanescentes.
Ataques recentes promovidos por Israel no território têm vitimado civis que tentavam obter comida e ajuda humanitária no território da Faixa de Gaza, incluindo crianças. No último sábado (9), no sul de Gaza, dez pessoas foram mortas enquanto aguardavam caminhões de ajuda perto do recém-construído corredor Morag, que liga Rafah a Khan Younis, conforme informou o Hospital Nasser. Outras seis morreram no norte, próximo à travessia de Zikim, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza e o Hospital Shifa, na Cidade de Gaza.
Netanyahu diz que prepara novos ataques em Gaza e Conselho de Segurança da ONU questiona plano de Israel
Em meio a isso, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reuniu em caráter de emergência, também neste domingo, para debater o novo plano militar. Quatro dos cinco membros permanentes – Rússia, China, França e Reino Unido – questionaram a operação anunciada por Netanyahu, enquanto os Estados Unidos reafirmaram o "direito de Israel de tomar as medidas que julgar necessárias para sua segurança". A população de Gaza, que ultrapassa 2 milhões de pessoas, enfrenta fome generalizada e um bloqueio que impede a entrada de ajuda.
O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, apelou para que o Conselho de Segurança atue para cessar o genocídio em Gaza, devido à destruição e ao deslocamento causados pela militares israelenses, acusando Israel de prolongar o conflito não para desarmar o Hamas, mas para impedir a criação de um Estado palestino independente. Por outro lado, a representante dos Estados Unidos na ONU rejeitou acusações de genocídio, classificando-as como "categoricamente falsas".
No cenário interno, Netanyahu enfrenta pressão crescente, pelos protestos de israelenses que pedem o fim do conflito. Apesar disso, Netanyahu reafirmou que o governo israelense seguirá com a ofensiva "com ou sem apoio" externo e que não deseja governar Gaza após a operação, planejando deixar o controle para uma administração civil.




