A abertura da conferência Diálogos Rumo à COP 30, realizada nesta quarta-feira (10) no Centro de Eventos, foi marcada por importantes medidas ambientais anunciadas pelo prefeito Evandro Leitão. Entre as ações, destaca-se a criação de cinco novos parques urbanos, o lançamento da primeira Política Municipal de Mudança do Clima e a implementação do Observatório dos Riscos Climáticos. Durante o evento, Fortaleza também oficializou sua entrada na Rede Global C40.
Segundo o prefeito, as medidas consolidam o papel da cidade na agenda ambiental e internacional, colocando Fortaleza entre as capitais que buscam soluções efetivas para a crise climática. “Fortaleza está entre as quatro capitais que realizam um evento como este, antecedendo a COP30, em Belém, no final do ano. Recebemos representantes de todo o Brasil, autoridades, estudiosos e ambientalistas para discutir a crise climática e a sustentabilidade em nossa cidade”, afirmou.
“Os anúncios de hoje, adesão à rede C40 e a criação de cinco parques urbanos, serão fundamentais para tornar Fortaleza mais arborizada e comprometida de forma efetiva com a sustentabilidade”, completou Evandro.
Novos parques urbanos
O decreto assinado cria cinco novos parques urbanos: Lagoa do Aracapé, Lagoa do Urubu, Zeza-Olho D’água, Zoobotânico do Passaré e Lagoa da Paupina, elevando para 30 o total de parques na cidade. As áreas serão destinadas à preservação ambiental, lazer e promoção do bem-estar, além de contar com planos de manejo que possibilitam a ampliação da cobertura verde e a redução das ilhas de calor.
Para a secretária de Meio Ambiente do Ceará (Sema), Vilma Freire, a medida é um passo importante para a recuperação da cobertura verde de Fortaleza, que sofreu grande redução nas últimas décadas. “Estudos mostram que Fortaleza perdeu 84% da vegetação nativa. A criação desses cinco parques é um gesto concreto de sustentabilidade, especialmente considerando que a cidade abriga o maior fragmento verde do estado, o Parque do Cocó”, disse.
Política Municipal de Mudança do Clima
A nova Política Municipal de Mudança do Clima estabelece diretrizes inéditas para adaptação e mitigação, fortalecendo o planejamento urbano e preparando a cidade para enfrentar eventos extremos, como enchentes e ondas de calor.
O secretário de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), João Vicente, destacou a importância do engajamento da população. “Nenhuma política pública caminha sozinha. Precisamos da comunidade, do empresariado e do terceiro setor para criar engajamento. Este evento é um exemplo de mobilização e sensibilização, fundamental para transformar o mundo”, comentou.
Observatório dos Riscos Climáticos
O Observatório dos Riscos Climáticos de Fortaleza, gerido pelo Ipplan, reunirá dados de diversos órgãos municipais para monitorar e acompanhar os riscos relacionados às mudanças climáticas de forma integrada.
“Vários órgãos da Prefeitura se integraram, Defesa Civil, Secretaria de Meio Ambiente, Seuma e outros, para que Fortaleza se torne referência em política ambiental. Hoje, temos um prefeito ambientalista, que orienta sua gestão com a sustentabilidade como prioridade”, afirmou o presidente do Ipplan, Artur Bruno.
Com a adesão, Fortaleza passa a integrar, a partir de 2025, um grupo de cem cidades comprometidas com o enfrentamento da crise climática, representando 650 milhões de habitantes e 25% do PIB global.




