A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) cumpriu quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão contra suspeitos de tentativa de extorsão de comerciantes e donos de provedores de internet no município de Icó, interior do estado.
A primeira prisão ocorreu em Cedro, onde um homem de 29 anos, apontado como um dos líderes do grupo criminoso, foi detido. Na manhã desta quinta-feira (11), foram presos em Icó um jovem de 19 anos e duas mulheres, de 23 e 32 anos. Todos respondem por integrar organização criminosa e extorsão.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Ipaumirim em parceria com a Delegacia de Icó e apoio de outras unidades do DPI Sul, indicam que as tentativas de extorsão ocorreram entre fevereiro e abril deste ano, visando impedir o livre comércio local.
As prisões têm ligação com um caso anterior, de julho, na Paraíba, quando um homem de 31 anos foi detido por integrar organização criminosa. Ele já respondia por homicídio, porte ilegal de arma e crimes relacionados a facções.
Extorsões em Itapajé
No final de agosto, cinco pessoas foram presas em Itapajé, interior do Ceará, suspeitas de extorsão contra comerciantes locais. Os casos ocorreram após a execução de dois empresários: Alexandre Roger Lopes, de 23 anos, e Robério Oliveira, de 54 anos.
Alexandre foi assassinado após se recusar a pagar um aumento de extorsão que passou de R$ 400 para R$ 1 mil mensais. O crime aconteceu no dia 17 de agosto, no espetinho da vítima, no bairro Santa Rita. Lucas Mateus dos Santos, de 19 anos, já detido, confessou o assassinato.
Menos de dez dias depois, Robério Oliveira foi executado a tiros a cerca de 200 metros do local do primeiro crime. Ex-presidente da CDL de Itapajé, Robério era conhecido no comércio local.
Caso em Fortaleza: ameaças a vendedores de coco
Em agosto, dois homens foram presos em Fortaleza por ameaçar vendedores de coco na Avenida Beira Mar. Um dos suspeitos, José Geraldo de Almeida Neto, de 40 anos, conhecido como Netão Marley, é apontado como influenciador de facção criminosa, enquanto Paulo Henrique Pereira Alves, de 24 anos, conhecido como PH, auxiliava nas ameaças via WhatsApp.
PH, influenciador digital com mais de 25 mil seguidores, pressionava os comerciantes a vender produtos controlados pela facção. Os dois foram detidos em operação conjunta da Polícia Civil, Polícia Militar e Coordenadoria de Inteligência da SSPDS.
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