O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, na segunda-feira (15), durante a abertura da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), a construção da Casa da Igualdade Racial em Fortaleza. O evento, que ocorre até próxima sexta-feira (19), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, marca a retomada de discussões nacionais sobre o tema após sete anos de intervalo. A última edição havia sido realizada em 2018.
Realizada sob o tema “Igualdade e Democracia: Reparação e Justiça Racial”, a conferência reúne representantes da sociedade civil e do poder público em um espaço multicultural de debates, que busca fortalecer políticas de combate ao racismo e de promoção da igualdade racial em todo o país.
Durante o discurso, Lula destacou a relevância do encontro e a persistência dos movimentos sociais na luta por reparação histórica. “Feliz é o presidente da República que tem um povo como vocês que, se não acreditassem naquilo que sonham, não teríamos feito uma conferência como essa que temos hoje aqui”, disse. O presidente reforçou ainda que “o Estado não pode ser neutro” e que cabe ao poder público assegurar oportunidades que garantam melhores condições de vida, dando início a um processo efetivo de reparação histórica.
Fortaleza no cenário nacional
A confirmação da instalação da Casa da Igualdade Racial em Fortaleza foi formalizada pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que assinou protocolos de intenção para adesão ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). Além de Fortaleza, também aderiram os estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Representando o município cearense, o coordenador de Igualdade Racial de Fortaleza, Isaac Santos, destacou a importância do anúncio para a capital. “Este é um momento histórico para Fortaleza. A Casa da Igualdade Racial será um marco na nossa luta por reparação e justiça social”, afirmou.
Compromisso com a reparação
Ao participar da cerimônia, a ministra Anielle Franco ressaltou o simbolismo da 5ª Conferência, realizada duas décadas após a primeira e após sete anos sem debates nacionais sobre igualdade racial. “Foi de coragem, humanismo e da organização popular dos movimentos sociais que surgiram políticas públicas e a existência do Ministério da Igualdade Racial”, afirmou.
Segundo a ministra, tanto a adesão ao Sinapir quanto a criação da Casa da Igualdade Racial em Fortaleza representam passos decisivos para fortalecer políticas públicas voltadas ao combate ao racismo estrutural. Essas iniciativas, segundo ela, possibilitarão o acesso a recursos federais e darão maior suporte às ações locais de promoção da igualdade.
A programação da conferência segue até sexta-feira (19), com mesas e debates sobre temas como reparação, justiça tributária e desenvolvimento sustentável. Isaac Santos participa ativamente das discussões, representando os interesses da capital cearense no cenário nacional e reforçando o compromisso da cidade com o avanço das políticas de igualdade racial.




