A Câmara Municipal de Fortaleza aprovou, na manhã desta quarta-feira (15), uma moção de congratulações a deputada federal Luizianne Lins pelo papel de observadora em uma missão humanitária internacional de ajuda ao povo palestino. A proposta foi aprovada mesmo com a resistência da oposição, que acabou derrotada, e obteve mais de um terço dos votos necessários.
A iniciativa foi apresentada pelas vereadoras Mari Lacerda e Professora Adriana Almeida, e contou com apoio dos vereadores Adriana Gerônimo (PSOL), Aglaylson (PT), Dr. Vicente (PT), Gabriel Biologia (PSOL) e Adail Júnior (PDT).
Segundo Mari Lacerda, Luizianne Lins e outros 13 brasileiros integraram a missão humanitária da Flotilha Global Sumud, que transportava alimentos, filtros de água, medicamentos e barras de proteína para a população civil palestina, afetada pelo conflito.
“Essa atitude é condizente com a trajetória política de Luizianne, marcada pela defesa da justiça social e dos direitos humanos, valores que orientaram sua gestão como prefeita desta cidade e seus ideais de solidariedade internacional entre os povos”, afirmou a vereadora.
Deputada Luizianne Lins desembarca em Fortaleza após prisão em Israel
A deputada federal Luizianne Lins (PT) chegou a Fortaleza na tarde de 11 de outubro, após ter sido detida em Israel durante uma missão humanitária. A parlamentar desembarcou no Brasil no dia 9, passando por São Paulo antes de seguir para sua cidade natal.
Luizianne relatou que enfrentou “condições degradantes, uso de violência psicológica e falta de tratamento médico adequado” enquanto esteve detida em um centro de segurança máxima israelense.
Ao retornar ao Brasil, a deputada celebrou o recente acordo de cessar-fogo entre o governo de Israel e o Hamas, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Passamos por muitas dificuldades, mas sabemos que nada disso se compara ao sofrimento diário do povo palestino. Para nós, não houve notícia melhor do que esse cessar-fogo momentâneo”, afirmou a parlamentar.
Ela destacou que a missão teve impacto ao chamar a atenção internacional para o que chamou de “genocídio em curso na Faixa de Gaza” e reforçou que a mobilização pela causa palestina deve continuar, apesar dos obstáculos enfrentados.
O grupo, formado por 13 brasileiros, foi deportado para a Jordânia na terça-feira (7), após intensa pressão diplomática do governo brasileiro e mobilização de entidades de direitos humanos. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou a libertação e informou que diplomatas das embaixadas em Tel Aviv e Amã acompanharam a operação de repatriação. “Os ativistas foram recebidos por representantes da embaixada e transportados até a capital jordaniana em veículos oficiais”, informou o Itamaraty em nota.
Em publicação nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a ação de Israel, classificando o episódio como uma afronta ao direito internacional. “Israel violou as leis internacionais ao interceptar os integrantes da Flotilha Global Sumud com cidadãos brasileiros, fora de seu mar territorial. E segue cometendo violações ao mantê-los detidos em seu país”, afirmou Lula.
A viagem de Luizianne fazia parte de uma missão oficial da Câmara dos Deputados, na qual ela atuava como observadora internacional. O objetivo da flotilha era denunciar as restrições à entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza e chamar atenção da comunidade internacional para a crise humanitária na região.




