Milhares de norte-americanos foram às ruas neste sábado (18), em protesto contra o presidente Donald Trump, reunidos sob o movimento chamado “No Kings”. Mais de 2.600 manifestações ocorreram simultaneamente em todos os 50 estados dos EUA, desde grandes centros urbanos até pequenas comunidades rurais.
Os organizadores estimam que milhões de pessoas participaram dessas ações, que foram convocadas para contestar políticas duras da administração Trump, especialmente em temas como imigração, educação, segurança e repressão à liberdade de expressão.
Os protestos foram marcados por um tom pacífico e um clima de celebração nas ruas, com presença de faixas, cartazes e até bandas marciais. Os manifestantes expressaram insatisfação diante do que consideram ameaças autoritárias e retrocessos democráticos na atual gestão.
Entre as principais críticas, estão a perseguição a opositores políticos, a forte repressão a imigrantes e o uso frequente da Guarda Nacional em grandes cidades. Trump, em seu discurso, tem mantido tom desafiador, qualificando os protestos como "antiamericanos".
Europa
Os protestos também ocorreram em várias cidades europeias. Entre os locais que registraram manifestações destacam-se Londres, na Inglaterra, e as cidades espanholas Madri e Barcelona. Além dessas, manifestações menores aconteceram em outras capitais europeias, como Paris, Berlim, Lisboa e Roma, com participação significativa de imigrantes norte-americanos e apoiadores locais.
Principais críticas
As principais críticas dos participantes dos protestos “No Kings” à gestão de Donald Trump concentram-se na acusação de guinada autoritária e ameaças à democracia nos Estados Unidos.
Os manifestantes contestam políticas de imigração duras, repressão a imigrantes e processos criminais contra opositores políticos. Também criticam cortes significativos no financiamento da educação, especialmente nas universidades públicas, e a presença da Guarda Nacional em grandes centros urbanos para controle de manifestações e segurança pública.
Além disso, condenam a centralização de poder pelo presidente e ações consideradas antidemocráticas, como o uso excessivo de tropas federais nas cidades.
A mobilização ainda é marcada por um tom irônico, com cartazes, máscaras e fantasias que brincam com a imagem do presidente. O movimento conta com apoio de algumas das principais lideranças progressistas do país, como os parlamentares Bernie Sanders e Alexandria Ocasio-Cortez.
Anteriores
Em 2025, os protestos “No Kings” ocorreram em pelo menos duas ocasiões diferentes nos Estados Unidos. O primeiro grande evento aconteceu em 14 de junho, que marcou o chamado "Dia Sem Reis" ou "Dia Sem Tiranos", com cerca de 2.100 manifestações pelo país. A segunda onda significativa de protestos foi registrada neste sábado (18).
Trump tem respondido às mobilizações. Em entrevista à Fox Business pouco antes das manifestações, ele afirmou: "eles estão se referindo a mim como um rei. Eu não sou um rei.". A Casa Branca não lançou uma resposta oficial detalhada aos protestos até o sábado à tarde.
Líderes republicanos, como o presidente da Câmara dos Deputados, Mike Johnson, qualificaram os protestos como uma demonstração de “ódio contra os Estados Unidos” e associaram os organizadores a grupos como o Hamas e o movimento antifascista Antifa, recentemente declarado grupo terrorista pelo governo Trump.
Para controlar as manifestações e preservar a segurança, Trump enviou tropas da Guarda Nacional para algumas grandes cidades, alegando que sua presença era necessária para proteger agentes de imigração e combater o crime.




