O céu brasileiro será palco de um raro espetáculo astronômico na noite desta quarta-feira (5), a segunda e maior superlua do ano de 2025, conhecida como Superlua do Castor. O fenômeno poderá ser observado em todas as regiões do país, desde que as condições meteorológicas sejam favoráveis, encantando observadores e entusiastas da astronomia com seu brilho intenso e tamanho aparente maior que o habitual.
O termo “superlua” se refere à Lua cheia que ocorre no perigeu, ponto mais próximo da órbita do satélite em relação à Terra. Como a órbita lunar é elíptica, essa distância varia ao longo do mês. Durante as superluas, a Lua pode parecer até 14% maior e cerca de 30% mais brilhante do que uma Lua cheia comum. Apesar de não haver definição científica formal, a expressão foi criada em 1979 e ganhou popularidade por sua beleza impressionante.
Em 2025, ocorrerá uma sequência de três superluas: a primeira foi em 6 de outubro, a segunda nesta quarta-feira (5) e a terceira em 4 de dezembro, formando uma espécie de “trilogia lunar” para fechar o ano.
Origem do nome Superlua do Castor
Nos Estados Unidos e Canadá, a Lua cheia de novembro é chamada de Beaver Moon (Lua do Castor), tradição herdada de nativos norte-americanos e colonos, que armavam armadilhas para castores antes do inverno rigoroso. No Brasil, o nome se popularizou com a divulgação de calendários lunares internacionais.
Como e quando observar
O auge da superlua será na noite de quarta-feira, com o nascer da Lua previsto para o início da noite: 18h45 em São Paulo, 18h27 em Belo Horizonte, 18h14 em Belém e 17h28 em Recife, conforme o horário de Brasília. O melhor momento para observar o aumento do diâmetro lunar é logo após o surgimento no horizonte, quando a Lua aparenta estar maior devido ao efeito óptico da atmosfera terrestre.
Não é necessário equipamento especial para observar a superlua: basta buscar um local aberto, livre de prédios e árvores, preferencialmente longe da poluição luminosa. Binóculos ou câmeras com bom zoom podem ajudar a registrar detalhes, mas o fenômeno pode ser contemplado a olho nu.
A trilogia das superluas de 2025 se encerra em 4 de dezembro, oferecendo nova oportunidade para quem perder o evento de novembro. Em 2026, o fenômeno ocorrerá com menos frequência, normalmente duas ou três vezes ao ano.
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