O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou há pouco que a prisão do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, é um ato de covardia contra um homem inocente. Emendou que se o pai estivesse mal pontuado nas pesquisas eleitorais não teria sido preso.
"A manifestação que eu convoquei foi uma vigília, um ato religioso", disse o senador, que afirmou que várias outras vigílias com aglomerações já foram feitas em frente ao condomínio onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar.
Flávio afirmou que o suposto fundamento que baseou a ordem de prisão do pai é um "absurdo completo, com uma total falta de nexo causal e sem fundamento jurídico". Disse também que o processo contra o ex-presidente "não tem nada de jurídico" e sempre foi político. "Se o Bolsonaro quisesse fugir, nem voltado para o Brasil ele tinha", afirmou, em live no seu canal no Youtube.
Bolsonaro confessa que queimou tornozeleira com ferro quente
Um vídeo anexado ao processo que investiga Jair Bolsonaro mostra a tornozeleira eletrônica utilizada pelo ex-presidente com sinais de violação e marcas compatíveis com exposição ao calor. Nas imagens, a diretora-adjunta da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, Rita Gaio, questiona Bolsonaro sobre o estado do equipamento. Ele responde: “meti um ferro quente aqui”.
No diálogo registrado no processo, Rita Gaio pergunta se Bolsonaro utilizou algum objeto para queimar o dispositivo. O ex-presidente confirma e detalha: “ferro de soldar, solda”. Ele também chega a afirmar que fez isso por “curiosidade”. A diretora continua a checagem, questiona se ele tentou puxar a pulseira e verifica se a tampa chegou a se soltar. O ex-presidente nega ter rompido a pulseira e afirma que tudo estava “na paz”.
O alarme da tornozeleira eletrônica disparou às 0h07 deste sábado (22). A equipe responsável pela segurança de Bolsonaro foi imediatamente acionada pela Secretaria de Administração Penitenciária do DF, que constatou a violação e fez a troca do dispositivo às 1h09.
A defesa deve argumentar que Bolsonaro agiu durante um surto. Aliados admitem a tentativa de violação, mas pretendem atribuí-la a privação de sono, efeitos de medicamentos ou até à crença de que o equipamento teria escutas acopladas. A estratégia busca afastar a hipótese de tentativa de fuga.
Para o ministro Alexandre de Moraes, no entanto, a violação “constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga”, que poderia ser facilitada pela vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na frente do condomínio Solar de Brasília 2.
Com informações do Estadão Conteúdo




