Há apenas duas semanas, a PF e a PM cearense desfizeram uma plantação de maconha estimada entre 10 e 15 mil pés nos municípios de Mulungu e Pacoti
Três colombianos e um brasileiro são presos no Aeroporto de Fortaleza por envolvimento com plantação de maconha no Ceará
A Polícia Federal prendeu preventivamente três cidadãos colombianos e um brasileiro no Aeroporto Internacional de Fortaleza, no dia 30 de dezembro, em desdobramento das investigações relacionadas a uma operação realizada no dia 24 de dezembro de 2025, que resultou na erradicação de uma plantação de maconha com cerca de 10 mil pés nos municípios de Mulungu e Pacoti, na região serrana do Ceará.

De acordo com a PF, o brasileiro tinha como destino a cidade de Manaus, enquanto os três colombianos embarcariam para a Colômbia. As prisões preventivas tiveram como objetivo garantir a continuidade das investigações, impedir a fuga dos envolvidos e resguardar a ordem pública, diante da gravidade dos fatos apurados. A divulgação da ação ocorreu somente agora para não comprometer o andamento do inquérito.
A operação de erradicação da plantação contou com apoio da Polícia Militar do Ceará, por meio do BOPE, BEPI e ASINT, além do suporte aéreo do CIOPAER. A descoberta foi considerada inédita para a região, que tradicionalmente não integra o eixo de cultivo da droga no estado. Durante a ação, os agentes localizaram ainda indícios da existência de um laboratório para extração de óleo de haxixe, derivado da cannabis com alto teor de THC.
Plantação destruída em Redenção
Outra plantação de maconha foi desfeita em uma ação da Polícia Militar do Ceará no município de Redenção, no interior do estado. Cerca de 20 mil mudas foram apreendidas na manhã da última terça-feira (6), no distrito de Antônio Diogo.
A ocorrência foi registrada por equipes da Força Tática de Patrulha Rural do 29º Batalhão de Polícia Militar, após informações sobre indivíduos armados em uma residência na região da Serra dos Ventos. Durante uma varredura em área de mata fechada, os policiais não localizaram os suspeitos, mas encontraram o extenso cultivo de maconha nas proximidades do imóvel citado na denúncia.
Amostras das plantas foram recolhidas e encaminhadas à Delegacia Regional de Baturité, responsável pela investigação. As demais mudas foram destruídas no local, conforme os protocolos legais.
Ação em Mulungu e Pacoti
Há cerca de duas semanas, na véspera de Natal, a Polícia Federal e a Polícia Militar do Ceará localizaram e destruíram uma plantação estimada entre 10 e 15 mil pés de maconha nos municípios de Mulungu e Pacoti. Toda a plantação foi cortada e incinerada no próprio local.
A operação foi considerada inédita para a região serrana, tradicionalmente fora do mapa de produção da droga no Ceará. Durante a ação, também foram encontrados indícios de um laboratório destinado à extração de óleo de haxixe, substância concentrada da cannabis com alto teor de THC.
Enquadramento na lei
Esse tipo de prática pode ser enquadrado como tráfico de drogas, conforme a Lei nº 11.343/2006, especialmente no artigo 33, caput, e §1º, inciso II, que pune quem semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à produção de entorpecentes. A conduta não se confunde com uso pessoal, uma vez que a grande quantidade indica destinação ao comércio, afastando a aplicação do artigo 28, que trata de porte para consumo próprio.
A pena prevista para tráfico varia de cinco a 15 anos de reclusão, além de multa. Ela pode ser agravada em casos de associação criminosa, conforme o artigo 35, se houver indícios de organização. Magistrados consideram fatores como volume de produção, estrutura da plantação, localização e ausência de autorização legal para caracterizar o crime.
Segundo precedentes recentes, apenas cultivos mínimos e comprovadamente voltados ao uso pessoal podem ser desclassificados, o que não se aplica a plantações extensas.
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