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Manoel Carlos, autor de clássicos da teledramaturgia brasileira, morre aos 92 anos no Rio de Janeiro

O escritor estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento contra a Doença de Parkinson

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Manoel Carlos, autor de clássicos da teledramaturgia brasileira, morre aos 92 anos no Rio de Janeiro
Foto: GCMais

O autor de novelas Manoel Carlos morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família. A causa da morte não foi divulgada. O escritor estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento contra a Doença de Parkinson. Nos últimos meses, a enfermidade havia comprometido o desenvolvimento motor e cognitivo.

Conhecido como Maneco, Manoel Carlos iniciou sua trajetória na TV Globo em 1972, como diretor-geral do Fantástico. Antes disso, passou por diversas emissoras brasileiras, atuando como autor, produtor e até ator. A carreira artística começou ainda nos palcos, aos 17 anos.

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Ao longo da carreira, ficou marcado por novelas ambientadas no Rio de Janeiro, que frequentemente funcionava não apenas como cenário, mas como um personagem das tramas. Suas histórias também se destacaram pela abordagem de conflitos familiares e pela construção de personagens femininas fortes, especialmente as chamadas “Helenas”. De Baila Comigo (1981) a Em Família (2014), as personagens retratavam mães cujo amor pelos filhos superava qualquer obstáculo.

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Além de autor, Manoel Carlos também foi escritor e diretor. Ele deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista de novelas Maria Carolina.

O velório será fechado e restrito à família e a amigos íntimos. Em nota, os familiares pediram respeito à privacidade: “A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado”.

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Manoel Carlos morre aos 92 anos no Rio de Janeiro

Manoel Carlos nasceu em 1933, em São Paulo, mas sempre se definiu como carioca de coração. Filho de um comerciante e de uma professora, começou a trabalhar aos 14 anos como auxiliar de escritório. Paralelamente, já mantinha forte ligação com as artes. Frequentava diariamente a Biblioteca Municipal de São Paulo, onde se reunia com um grupo de jovens para ler e debater literatura e teatro.

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Entre os integrantes desse grupo, chamado de Adoradores de Minerva, estavam nomes que se tornariam referências da cultura brasileira, como Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Fabio Sabag, Flávio Rangel e Antunes Filho.

Manoel Carlos também era pai da atriz Júlia Almeida e da roteirista Maria Carolina, que colaborou com ele em diversas obras. O autor teve outros três filhos, que faleceram: o dramaturgo e ator Ricardo de Almeida, morto em 1988; o diretor Manoel Carlos Júnior, em 2012; e o estudante de teatro Pedro Almeida, que morreu aos 22 anos, em 2014.

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