As empresas beneficiadas pelo Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI) encerraram 2025 com mais de 133 mil empregos formais no Ceará. O número representa 41% das vagas geradas na indústria cearense e é o maior resultado registrado desde 2020, segundo levantamento da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará, responsável pela operacionalização do fundo. Em comparação com 2024, houve crescimento de 3% no total de postos de trabalho.
De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, no acumulado de janeiro a dezembro de 2025, as empresas incentivadas concentraram mais de quatro em cada dez empregos formais criados no setor industrial do estado, reforçando o peso da política de incentivos para a economia local.
Os empreendimentos incentivados pelo Governo do Ceará atuam principalmente em setores com forte capacidade de absorção de mão de obra. O segmento calçadista lidera a geração de vagas, com 54.922 postos formais, seguido pela indústria de produtos alimentícios, com 16.111 empregos, e pelos setores têxtil, varejista e metalúrgico.
Para o governador Elmano de Freitas, os números refletem o impacto social da política de incentivos. “O nosso compromisso é fazer o desenvolvimento chegar à vida das pessoas. Quando fortalecemos a indústria e criamos um ambiente seguro para quem investe no Ceará, estamos garantindo emprego, renda e dignidade para milhares de famílias. Os números mostram que a política de incentivos do Estado cumpre esse papel, ao gerar oportunidades e reduzir desigualdades regionais”, afirmou.
Geração de empregos no interior do Ceará
O levantamento da Adece aponta que os empregos gerados por empresas incentivadas pelo FDI têm maior participação no interior do estado. As regiões com maior representatividade são o Sertão de Crateús, o Litoral Oeste/Vale do Curu, o Sertão de Canindé, o Sertão de Sobral e o Vale do Jaguaribe.
Um exemplo é o município de Itapajé, onde a indústria calçadista tem papel relevante na economia local. A empresa Dilly Sports iniciou suas operações na cidade em 2024 e atualmente mantém cerca de 1.700 empregos formais, com produção média de 12 mil pares de calçados por dia. Parte da matéria-prima utilizada é adquirida de fornecedores cearenses, fortalecendo a cadeia produtiva regional.
Incentivos fiscais e qualificação profissional
Além da geração de vagas, empresas incentivadas pelo FDI também se destacam pela criação de empregos qualificados. No município do Eusébio, a fábrica de suplementos e cosméticos Biódis mantém uma equipe formada por profissionais das áreas de nutrição, farmácia, química e engenharia química.
Somente em 2025, a empresa investiu cerca de R$ 2 milhões em pesquisa e desenvolvimento, com a implantação de um laboratório analítico próprio. “Tenho a segurança de um salário fixo e de todos os direitos trabalhistas, sem a preocupação constante de captar clientes. Além disso, as empresas mais conhecidas do setor estão concentradas no Sul e Sudeste. Por isso, é uma grande honra fazer parte de uma indústria genuinamente cearense, com estrutura de ponta”, afirmou a nutricionista Bárbara Cavalcanti, coordenadora de nutrição da empresa.
Política de incentivos e impacto econômico
Para o presidente da Adece, Danilo Serpa, os resultados de 2025 demonstram a efetividade da política de incentivos fiscais. “A política de incentivos liderada pelo governador Elmano de Freitas vai além da atração de empresas. Ela promove desenvolvimento regional, fortalece cadeias produtivas e amplia oportunidades de emprego em todo o Ceará. Quando uma fábrica é instalada em um município, ela transforma a região como um todo e movimenta outros negócios”, destacou.
No setor químico, as empresas incentivadas responderam por mais de 3.900 empregos formais em 2025, o equivalente a mais de 3% das vagas industriais vinculadas ao FDI. Conforme o último levantamento do Caged, mais da metade dos empregos formais gerados no setor no Ceará no ano passado teve origem em empresas beneficiadas por incentivos fiscais estaduais.




