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Cesta básica de Fortaleza sobe 2,52% em janeiro e passa a custar R$ 694,06

Alta foi puxada principalmente pelo tomate, banana e farinha; apesar do aumento mensal, custo segue menor que em janeiro de 2025

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Cesta básica de Fortaleza sobe 2,52% em janeiro e passa a custar R$ 694,06
Foto: GCMais

O custo da cesta básica em Fortaleza registrou inflação de 2,52% em janeiro de 2026, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Com a alta, o valor do conjunto dos 12 produtos essenciais chegou a R$ 694,06, o que fez um trabalhador remunerado pelo salário mínimo comprometer 46,29% da renda líquida apenas com alimentação.

Considerando o salário mínimo nacional de R$ 1.621, o trabalhador precisou dedicar 94 horas e 12 minutos da jornada mensal para adquirir os itens da cesta básica. Para uma família padrão, composta por dois adultos e duas crianças, o gasto estimado com alimentação foi de R$ 2.082,18.

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A inflação mensal foi influenciada pelo aumento no preço de seis dos 12 produtos pesquisados. O principal destaque foi o tomate, que teve alta expressiva de 20,84% em relação a dezembro de 2025. Também registraram aumento a banana (4,89%), a farinha (4,43%), o feijão (1,99%), o pão (1,06%) e a manteiga (0,28%).

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Por outro lado, alguns itens ajudaram a conter uma elevação ainda maior no custo da cesta. Houve redução nos preços do arroz (-3,01%), do óleo (-1,90%), do açúcar (-1,79%), da carne (-0,81%), do café (-0,52%) e do leite (-0,15%).

Cesta fica mais barata que em 2025

Apesar da alta registrada em janeiro, o levantamento aponta que o custo da cesta básica em Fortaleza está menor do que no mesmo período do ano passado. Em janeiro de 2025, o valor era de R$ 700,44, o que representa uma queda anual de 0,91%. Na comparação semestral, em relação a julho de 2025, a redução é ainda maior: -5,97%.

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No período de 12 meses, produtos como arroz (-35,15%), açúcar (-12,53%) e feijão (-8,47%) apresentaram as maiores quedas de preço. Em contrapartida, café (20,59%), banana (6,15%), pão (3,46%) e carne (2,69%) ficaram mais caros no acumulado do ano.

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Fortaleza entre as capitais com maior alta no mês

No cenário nacional, Fortaleza teve a quarta maior alta mensal entre as capitais pesquisadas pelo Dieese em janeiro, atrás apenas de Manaus, Palmas e Rio de Janeiro. Mesmo assim, a capital cearense aparece entre as cidades com custo intermediário da cesta básica.

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São Paulo registrou o maior valor do país (R$ 854,37), enquanto Aracaju apresentou o menor (R$ 552,65). Em Fortaleza, o comprometimento médio do salário mínimo líquido com alimentação ficou levemente acima da média nacional, que foi de 46,08%.

Com base no custo da cesta mais cara do país, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para garantir alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer a uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.177,57 em janeiro de 2026. O valor equivale a 4,43 vezes o salário mínimo vigente.

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