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Elmano envia à Assembleia projeto para repatriar cearenses que morrerem fora do Brasil

O texto prevê que o apoio tem natureza estritamente humanitária e excepcional, não se caracterizando como benefício assistencial permanente

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Elmano envia à Assembleia projeto para repatriar cearenses que morrerem fora do Brasil
Foto: GCMais

O governador Elmano de Freitas enviou para a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) um projeto de lei que propõe criar o Programa Estadual de Apoio Humanitário ao Traslado e ao Sepultamento Digno de Cearenses Vítimados no Exterior, que tem como objetivo auxiliar no traslado de corpos de cearenses que morrerem fora do Brasil. A matéria será analisada pelos deputados da casa legislativa.

A iniciativa, segundo o governo, tem como objetivo "autorizar, organizar e disciplinar a atuação do Executivo estadual no custeio humanitário de despesas relacionadas ao traslado, velório, sepultamento ou cremação" de pessoas naturais do Ceará que tenham falecido fora do território nacional. “Uma iniciativa essencial para garantir dignidade e apoio às famílias que enfrentam a dor da perda longe de casa, assegurando suporte do Estado em um momento tão difícil”, disse o governador, ao anunciar a medida.

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Governador pontua que o projeto tem natureza humanitária

Segundo o texto do projeto, em determinadas situações envolvendo óbitos fora do país em circunstâncias de violência, acidentes graves, desastres ou situações análogas, muitas famílias em condição de vulnerabilidade social ficam impossibilitadas de arcar com os custos do deslocamento e sepultamento de seus entes queridos.

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“Nesses contextos excepcionais, a atuação do Estado deve se fazer presente no socorro dessas famílias, por meio de uma política estruturada de natureza eminentemente humanitária, fundada no interesse público e na proteção da dignidade humana resposta pontual”, aponta o Projeto de Lei, ressaltando que o Governo do Ceará tem construído uma trajetória institucional marcada pelo fortalecimento da política de direitos humanos, orientada pelos princípios da solidariedade, proteção integral e atuação responsável do Poder Público.

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Projeto para repatriar cearenses que morrerem fora do país detalha alcance das ações do Estado

O apoio previsto no programa possui natureza estritamente humanitária e excepcional, não se caracterizando como benefício assistencial permanente, previdenciário, securitário ou indenização de natureza reparatória. A concessão do apoio não implica reconhecimento de responsabilidade do Estado e depende da análise de cada caso concreto e da disponibilidade orçamentária e financeira, ainda segundo o texto.

"Importante destacar que o programa não se destina a substituir obrigações assumidas por terceiros, tais como seguradoras, empregadores, entes públicos estrangeiros ou organismos internacionais", destaca ainda.

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Poderão ser beneficiários do programa os familiares ou responsáveis legais de pessoas que atendam cumulativamente aos seguintes requisitos: comprovação de que a pessoa falecida era natural do Estado do Ceará ou possuía vínculo relevante com o Estado; ocorrência do falecimento fora do território nacional; caracterização de circunstâncias excepcionais, como atos de violência, acidentes graves, desastres ou situações análogas; comprovação de vulnerabilidade socioeconômica da família ou responsáveis legais; inexistência de cobertura integral das despesas por seguro, contrato privado ou outras fontes, e demonstração do interesse público e do caráter humanitário da medida.

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Despesas que poderão ser cobertas com o programa para repatriar cearenses que morrerem fora do Brasil

O apoio humanitário poderá abranger, conforme o caso concreto e os limites estabelecidos em regulamento, o custeio excepcional de despesas com o traslado internacional do corpo; procedimentos legais, administrativos e consulares necessários à liberação e ao transporte; serviços funerários; velório; sepultamento ou cremação, além de demais despesas indispensáveis à garantia de sepultamento digno.

Babá morta em Portugal

De forma emergencial, o Governo do Ceará, por meio da Casa Civil, Secretaria dos Direitos Humanos (Sedih) e Procuradoria Geral do Estado (PGE), articulou e custeou o traslado da babá cearense Lucinete Freitas, morta pela patroa brasileira em Portugal, para garantia de enterro pátrio e digno. A previsão é que o corpo chegue ao Ceará na sexta-feira (13).

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Com o Programa Estadual de Apoio Humanitário ao Traslado e ao Sepultamento Digno de Cearenses Vítimados no Exterior, o Estado disciplina e regulamenta esse tipo de custeio.

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