RAÍZES INDÍGENAS

Conheça a história de Messejana e as transformações do bairro que já foi vila

O centro de Messejana concentra a força econômica do bairro

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19 de fevereiro de 2026
Portal GCMAIS

Com cerca de 46 mil habitantes, Messejana, localizada na região sudeste de Fortaleza, vive um processo constante de transformação. O que começou como uma região de raízes indígenas e coloniais se consolidou como um bairro estruturado, com comércio diversificado, serviços, hospital de referência em cardiologia, terminal de ônibus integrado e novos conjuntos habitacionais. Importantes vias da capital cruzam o território, como a Avenida Frei Cirilo, reforçando a relevância da área na dinâmica urbana da cidade.

Conheça a história de Messejana e as transformações do bairro que já foi vila
Foto: Reprodução

A história de Messejana remonta ao século XVII, quando surgiu como aldeia dos índios potiguara. No século XVIII, tornou-se vila autônoma, status que manteve até 1921, ano em que foi incorporada a Fortaleza. Já no fim da década de 1990, passou a ser oficialmente reconhecida como bairro da capital, após divisão administrativa. No local estão marcos históricos como a Igreja Nossa Senhora do Brasil, onde funcionou o Seminário Seráfico de formação de frades capuchinhos, e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, construída inicialmente como capela jesuítica.

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Berço de personalidades e símbolo da cultura cearense

Messejana é considerada berço de nomes importantes da história brasileira, como Dom Hélder Câmara, arcebispo de Olinda e Recife e um dos fundadores da CNBB, e José de Alencar, um dos maiores escritores do romantismo nacional. Autor de Iracema, ele eternizou a lenda do amor entre o colonizador Martin e a indígena Iracema, da qual nasce Moacir, “filho da dor”. Às margens da lagoa de Messejana, a estátua da personagem Iracema, criada pelo artista plástico Alexandre Rodrigues e inaugurada em 2004, tornou-se símbolo da região e reforça o vínculo entre literatura e identidade local.

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Comércio forte e economia pulsante

O centro de Messejana concentra a força econômica do bairro. O varejo predomina, mas o comércio informal e os trabalhadores autônomos também desempenham papel importante na geração de renda. Na tradicional feira de Messejana, é possível encontrar de tudo: redes, panos de prato, vestuário, acessórios, relógios e baterias. Para muitos moradores, não é preciso se deslocar ao centro de Fortaleza para resolver demandas do dia a dia, já que o bairro oferece ampla variedade de produtos e serviços.

Francisco de Assis Fernandes, comerciante, vive há 40 anos em Messejana e acompanhou de perto as mudanças. Segundo ele, antes o local era apenas ponto de parada de ônibus; hoje, conta com terminal integrado, shopping e diversas lojas. “Messejana é praticamente uma cidade”, resume. Já Cristiana Soares, manicure que mora em Aquiraz, atende diariamente clientes no bairro e destaca o espírito solidário da população. No comércio do casal Albaniza Maranhão e José de Fátima Maranhão, produtos variados — de utensílios domésticos a acessórios — garantem movimento constante.

Identidade, pertencimento e permanência

Para muitos moradores, história, cultura e desenvolvimento caminham juntos em Messejana. A auxiliar de serviços gerais Maria Solange afirma que não pensa em deixar o bairro. “Posso até mudar de trabalho, mas morar, só quero morar em Messejana”, diz. O sentimento de pertencimento é compartilhado por quem construiu laços na região. Para esses moradores, Fortaleza se confunde com Messejana — um território onde passado e presente se entrelaçam e ajudam a escrever a própria história do Ceará.

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