O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) informou que, até o momento, não foi protocolado nas unidades judiciárias do estado qualquer auto de prisão em flagrante relacionado ao capitão da reserva remunerada da Polícia Militar, Francisco Wellington Alves de Lima. O militar foi flagrado por câmeras de videomonitoramento agredindo uma mulher em via pública na Praça da Bandeira, no Centro de Fortaleza, na noite da última sexta-feira (6). As imagens mostram uma sequência de agressões contra a vítima. Apesar do flagrante registrado em vídeo e de informações iniciais sobre a detenção, o caso não chegou ao Judiciário como prisão em flagrante.
As imagens do sistema de monitoramento mostram o momento em que o militar agride a mulher em via pública. No vídeo, ele aparece desferindo tapas, derrubando a vítima no chão e chutando a cabeça dela. Em seguida, ele se deita sobre a mulher e tenta sufocá-la.
Segundo informações divulgadas anteriormente pela Guarda Municipal de Fortaleza, agentes foram acionados após operadores do Centro de Comando e Controle da Capital identificarem a agressão nas câmeras instaladas na praça. Uma equipe foi até o local para interromper a violência e realizou a abordagem do suspeito.
Tribunal diz que não recebeu auto de prisão em flagrante do capitão
Apesar da informação inicial sobre a prisão, o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará afirmou que não há registro formal do caso no sistema do Judiciário.
Em nota, o órgão informou que, até o momento, não foi protocolado auto de prisão em flagrante relacionado ao militar.
“O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará informa que, até o momento, não foi protocolado nas unidades judiciárias do Estado qualquer auto de prisão em flagrante relacionado a Francisco Wellington Alves de Lima”, disse a instituição.
Polícia Militar afirma que deu apoio à condução do suspeito
Em nota divulgada anteriormente, a Polícia Militar do Ceará informou que, na madrugada de sábado (7), uma viatura do Coordenador de Policiamento da Capital prestou apoio a uma equipe da Guarda Municipal de Fortaleza na condução de um capitão da reserva remunerada da corporação.
Segundo a PM, o militar é suspeito de ter agredido a companheira momentos antes. A ocorrência, conforme a corporação, teria sido apresentada pela Guarda Municipal na Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza, unidade responsável pelos procedimentos relacionados ao caso.
A Polícia Militar também afirmou que “não compactua com desvios de condutas por parte de seus integrantes e repudia toda ação que vá de encontro aos valores e deveres da Corporação”.




