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Caso Kaianne Bezerra: marido acusado de mandar matar contadora vai a júri popular em junho

Ele e o executor devem ser julgados por homicídio qualificado, corrupção de menores, furto qualificado e fraude processual

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Caso Kaianne Bezerra: marido acusado de mandar matar contadora vai a júri popular em junho
Foto: GCMais

A Justiça do Ceará marcou para os dias 1º, 2 e 3 de junho de 2026 o júri popular de Leonardo Nascimento Chaves, marido da contadora Kaianne Bezerra Lima Chaves; ele teria mandado matar a própria esposa, em um crime ocorrido em agosto de 2023, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O júri popular será realizado na Comarca de Aquiraz e também vai julgar Adriano Andrade Ribeiro, apontado como executor do crime.

Julgamento vai analisar ao longo de três dias as informações reunidas nas investigações

A previsão é que o julgamento dure três dias, em razão do número de testemunhas que devem ser ouvidas em plenário. Os debates entre acusação e defesa podem ultrapassar nove horas. Durante esse período, os jurados devem permanecer incomunicáveis e hospedados em hotel, conforme determina a legislação.

O crime ocorreu em agosto de 2023, dentro da residência da vítima, e inicialmente foi apresentado como um caso de latrocínio. No entanto, as investigações apontaram que o assassinato teria sido planejado pelo próprio marido, com o objetivo de obter cerca de R$ 60 mil de um seguro de vida.

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De acordo com a Polícia Civil, Leonardo teria articulado o crime e orientado os executores a simularem um assalto. Ele também teria pedido para ser agredido, com o intuito de reforçar a versão inicial. Após a morte da contadora, objetos da casa, como eletrônicos e alianças, foram levados para dar aparência de roubo.

As investigações indicam ainda que Leonardo se encontrou com os executores em um shopping antes do crime, o que contribuiu para o esclarecimento do caso. O Ministério Público classifica o homicídio como qualificado, com agravantes como motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de feminicídio.

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Caso Kaianne vai a júri popular: relembre os investigados

Ao todo, cinco pessoas chegaram a ser investigadas. Um adolescente e Adriano Andrade Ribeiro foram apontados como executores diretos. O menor foi condenado a três anos de internação. Outro homem, identificado como intermediador, foi solto por falta de provas suficientes. Uma mulher foi detida por receptação, após ser encontrada com o celular da vítima, e responde por meio de Termo Circunstanciado de Ocorrência.

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Leonardo e Adriano seguem como réus no processo e devem ser julgados por homicídio qualificado, corrupção de menores, furto qualificado e fraude processual. Um terceiro acusado não chegou a ser pronunciado pela Justiça por ausência de indícios suficientes de autoria. A defesa de Leonardo tentou evitar o julgamento pelo Tribunal do Júri, mas teve recurso negado pelo Superior Tribunal de Justiça em outubro do ano passado.

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Família de Kaianne Bezerra cobra justiça enquanto aguarda o júri popular

Anos após o crime, a família da vítima acompanha o andamento do processo e cobra a realização do julgamento. A irmã da contadora, Brenda Bezerra, dois anos após o ocorrido, falou com a equipe da TV Cidade Fortaleza sobre a demora do processo. “São dois anos aí de um luto, de uma história que infelizmente ainda não foi concluída”, afirmou.

Ela também criticou os recursos apresentados pela defesa ao longo do processo. “Ele recorre a todos os recursos que são existentes… e isso é para ganhar tempo, porque eu acho que ele tem a consciência de que ele é o culpado, né? E também que ele vai ser condenado a uma pena longa agora”, declarou, na ocasião.

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Sobre a expectativa pelo julgamento, Brenda afirmou ainda que a demora intensifica o sofrimento da família. “O luto ainda está muito aberto, e essa demora no júri faz a gente reviver ainda mais essa dor. É uma ferida que não fecha”.

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A irmã também destacou a importância da repercussão do caso. “Quanto mais repercussão tiver, é melhor para ajudar a andar mais rápido o julgamento… foi essa repercussão desse crime tão horrível que trouxe a gente até aqui”, disse. Outro ponto citado por ela é a situação funcional do acusado, que, segundo a família, continua recebendo salário como servidor público mesmo estando preso. “O salário, se você for olhar no portal da transparência, não foi nem suspenso. Continua indo para a conta dele”, afirmou.

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