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Mais 15 km do Cinturão das Águas são liberados no Ceará para receber água do Rio São Francisco

O Cinturão das Águas do Ceará (CAC) é um grande projeto hídrico que transfere água do Rio São Francisco para várias regiões do estado

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Mais 15 km do Cinturão das Águas são liberados no Ceará para receber água do Rio São Francisco
Foto: GCMais

A Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH) liberou mais 15 quilômetros do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), o que significa que o trecho vai passar a receber água do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF). O novo trecho liberado compreende o percurso entre o sifão da CE-060 e o sifão São Francisco Salamanca.

Atualmente, o Cinturão das Águas já alcança 92% de execução, com previsão de conclusão ainda em 2026. A obra, segundo a SRH, é considerada fundamental para a integração dos recursos hídricos no estado, de modo a garantir mais segurança no abastecimento humano de água e fortalecer atividades produtivas, como a agricultura e a indústria. Quando concluído, o sistema será responsável por levar água a diversas bacias hidrográficas do Ceará.

O que é o Cinturão das Águas, que distribui água no Ceará?

O Cinturão das Águas do Ceará (CAC) é um grande projeto hídrico que transfere água do Rio São Francisco para várias regiões do estado. Ele capta água na barragem Jati e a distribui por canais, túneis e sifões para combater secas no semiárido.

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O CAC aduz as vazões do Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco (PISF) até bacias como a do Rio Cariús, em Nova Olinda, beneficiando consumo humano, agricultura e indústria em dezenas de municípios. Com cerca de 1.252 km no total planejado, integra 12 bacias hidrográficas cearenses, ampliando a segurança hídrica.

O Trecho 1 tem 145,3 km, totalmente gravitacional, com vazão máxima de 30 m³/s, incluindo canais a céu aberto e travessias como o rio Cariús. A obra, em execução acelerada, atingiu 91% em dezembro de 2025, com conclusão prevista para o ano de 2026.

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Alerta de chuvas para esta terça (31)

Em meio a isso, o Ceará está com um aviso meteorológico sobre a possibilidade de chuvas intensas em diversas regiões, com vigência até esta terça-feira (31). O alerta classifica o cenário como de risco potencial, com probabilidade entre 20% e 40%, incluindo a possibilidade de descargas elétricas e rajadas de vento, especialmente em áreas do centro-sul do estado.

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O aviso abrange principalmente as macrorregiões do Sertão Central e Inhamus, Jaguaribana e Cariri, segundo o mapa de risco divulgado pelo órgão. A emissão sucede outro aviso anterior, válido até 23h59min desta segunda, indicando a continuidade das condições de instabilidade atmosférica. A Funceme reforça que o aviso tem caráter preventivo e se diferencia da previsão do tempo, alertando para a ocorrência de fenômenos potencialmente adversos.

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Segundo o órgão, as precipitações devem se concentrar no interior do estado nos próximos dias. Na terça-feira, os maiores acumulados são esperados no centro-sul durante a madrugada, início da manhã e noite, e no noroeste e oeste entre a tarde e início da noite. No litoral, incluindo Fortaleza, há possibilidade de chuvas, especialmente durante a manhã. Para quarta-feira (1º), a tendência é de chuvas em todas as regiões, com maiores volumes no noroeste/oeste e centro-sul, onde o céu deve permanecer encoberto na maior parte do dia.

Projeções para a quadra chuvosa

Apesar dos registros de chuva feitos hoje e em dias anteriores, as projeções para a quadra chuvosa de 2026 preocupam os especialistas que acompanham o tema, no Ceará. Conforme informado pela Funceme, o prognóstico climático para o trimestre (compreendendo os meses de fevereiro, março e abril) divulgado em janeiro apontava 40% de probabilidade de chuvas abaixo da média; 40% de probabilidade de níveis normais de chuvas; e 20% de probabilidade de chuvas acima da média.

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A probabilidade de chuvas abaixo da média preocupa, conforme os analistas da Funceme, inclusive porque a capacidade atual dos reservatórios do estado é considerada insuficiente. Com isso, o resultado da quadra chuvosa pode não ser suficiente para amenizar os efeitos da seca.

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