A prisão de um estrangeiro em Fortaleza chamou a atenção das autoridades brasileiras e internacionais nas últimas semanas. O chef Fabio Mattiuzzo, conhecido por atuar na gastronomia local, foi detido no dia 13 de março por fraudes cometidas na Europa. O caso envolve crimes financeiros na Itália e colocou o nome do profissional na lista da Interpol desde 2025, o que levou à ação da Polícia Federal no Ceará.
Antes de ser localizado, ele mantinha uma rotina comum na capital cearense, trabalhando em restaurantes e participando de eventos privados. O chef italiano preso em Fortaleza por fraudes na Europa chegou ao Brasil em 2014, após receber uma proposta de trabalho, e acabou se estabelecendo na cidade, onde também constituiu família.
De acordo com informações divulgadas, Mattiuzzo acumulava experiência internacional. Em entrevistas, ele relatou passagens por cozinhas na Itália, França, Suíça e Espanha, onde aprofundou conhecimentos na culinária europeia.
Trajetória do chef italiano preso em Fortaleza por fraudes na Europa
Nos últimos anos, Fabio Mattiuzzo esteve à frente de cozinhas em restaurantes localizados em áreas nobres da capital. Em 2023, ele comandou um estabelecimento especializado em culinária italiana e, posteriormente, passou a atuar em um restaurante de gastronomia francesa.
Paralelamente à carreira na gastronomia, o nome de Mattiuzzo já era investigado na Europa. Ele possui duas condenações na Itália que, somadas, ultrapassam cinco anos de prisão pelo crime de falência fraudulenta agravada.
De acordo com o processo, o chef era diretor de duas empresas que entraram em colapso financeiro entre 2009 e 2011. As autoridades italianas apontam que ele teria desviado recursos das companhias para despesas pessoais. Em um dos casos, o valor ultrapassa 96 mil euros.
Chef italiano preso em Fortaleza por fraudes na Europa deve ser extraditado
A prisão preventiva foi determinada pelo ministro Flávio Dino, do STF, com o objetivo de viabilizar a extradição. Segundo a decisão, os crimes atribuídos ao italiano não estão prescritos e têm equivalência, no Brasil, com os delitos de apropriação indébita e fraude a credores.
"O Supremo Tribunal Federal (STF) expediu mandado de prisão preventiva para fins de extradição, cumprido pela PF. O detido permanecerá à disposição do STF, responsável pelo processo de extradição."
Após o cumprimento do mandado, a Polícia Federal comunicou oficialmente ao STF, no dia 16 de março, que iniciou os trâmites necessários para a extradição do investigado.
Enquanto o processo segue em análise, Mattiuzzo permanece sob custódia e à disposição da Justiça brasileira.




