Fábio Mattiuzzo, o chef de cozinha italiano preso em Fortaleza por fraudes financeiras cometidas no país de origem dele, continua preso, aguardando extradição para a Europa. Ele havia sido capturado pela Polícia Federal (PF) após uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), com objetivo de viabilizar a extradição do investigado.
Investigado atuava na área nobre de Fortaleza
O homem atuava em um restaurante localizado no bairro Meireles, na área nobre da capital cearense. Ele também já havia trabalhado em outro estabelecimento especializado em culinária italiana. Segundo as informações apuradas, Mattiuzzo constava na lista de procurados da Interpol desde junho de 2025.
De acordo com as investigações, o chef é acusado de desviar mais de 96 mil euros, além de ocultar documentos contábeis de empresas envolvidas nos esquemas fraudulentos. As acusações constam em um inquérito da Polícia Federal, que aponta a existência de práticas relacionadas à falência fraudulenta agravada.
Ainda conforme os dados oficiais, o italiano possui duas condenações na Itália que, somadas, ultrapassam cinco anos de prisão. A ordem de prisão preventiva foi determinada pelo ministro do STF Flávio Dino no dia 9 de março deste ano. A captura foi realizada no dia 13 de março, e, três dias depois, em 16 de março, a Polícia Federal comunicou ao Supremo o cumprimento do mandado.
TV Cidade Fortaleza foi ao local onde trabalhava o chef italiano preso pela PF
No momento da apuração no local onde o suspeito trabalhava, a equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza encontrou o estabelecimento fechado. Profissionais que estavam no interior do restaurante informaram que não tinham autorização para prestar esclarecimentos sobre o caso.
Após a detenção, Fábio Mattiuzzo permanece à disposição do Supremo Tribunal Federal, que deve conduzir os trâmites legais necessários para a extradição do italiano. O processo envolve cooperação internacional e segue os procedimentos previstos para a transferência de acusados entre países.
Ver essa foto no Instagram
Mattiuzzo deverá passar por extradição passiva, que é o processo em que o Brasil recebe um pedido de extradição feito por outro país, para que entregue ao Estado requerente uma pessoa acusada ou condenada que se encontra em território brasileiro. A extradição passiva ocorre quando um país estrangeiro pede ao Brasil que devolva alguém acusado ou condenado por crime praticado ali, desde que essa pessoa esteja no Brasil, geralmente como foragida daquela Justiça. A análise sempre parte da existência de tratado de extradição ou do princípio da reciprocidade entre os países.
Informações sobre ações criminosas devem ser comunicadas à polícia pelos canais de denúncia
A população pode contribuir com investigações das forças de segurança do estado do Ceará repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via "e-denúncias", o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.




