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"Uma civilização inteira vai morrer esta noite", diz Trump em nova ameaça contra o Irã

A mensagem foi divulgada em um momento de tensão crescente, com o prazo dado ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz expirando às 21h desta terça (7)

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"Uma civilização inteira vai morrer esta noite", diz Trump em nova ameaça contra o Irã
Foto: GCMais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a escalar a retórica contra o Irã nesta terça‑feira (7), ao afirmar em sua rede social pessoal que “uma civilização inteira vai morrer hoje à noite” se não for alcançado um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio. A declaração, carregada de tom apocalíptico, foi divulgada horas antes do fim de um prazo estabelecido pelo governo americano para Teerã reabrir o Estreito de Ormuz e aceitar um plano de 15 pontos apresentado pelos EUA.

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Ameaça de “fim de uma civilização”

Na postagem feita em sua plataforma Truth Social, Trump escreveu que, caso o Irã não ceda às condições americanas, “uma civilização inteira vai morrer hoje à noite, para nunca mais ser ressuscitada”. Em seguida, o presidente americano indicou que o uso da força contra as infraestruturas de energia e de transporte iranianas seria inevitável, incluindo usinas de energia e pontes estratégicas.

Trump também deixou aberta uma janela para um desfecho diplomático, sugerindo que “talvez algo revolucionariamente maravilhoso” possa acontecer em cima da hora.

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A mensagem foi divulgada em um momento de tensão crescente, com o prazo dado ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz expirando às 21h (horário local de Washington). O entorno de fatos reforça o cenário de risco de um novo ciclo de ataques diretos americanos e israelenses contra o território iraniano, em um conflito que já dura meses e já provocou dezenas de mortes e destruição de infraestrutura em ambos os lados.

Contexto da guerra em 2026 em meio à declaração de Trump sobre o Irã

A guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos começou com um conjunto de ataques coordenados no final de fevereiro de 2026, quando Israel e os EUA lançaram uma ofensiva aérea contra alvos militares iranianos codinomeada pela Força Aérea israelense como “Operação Gênesis”. Segundo cálculos oficiais, foram atingidos cerca de 500 alvos no oeste e centro do Irã, incluindo baterias de defesa aérea e lançadores de mísseis, em uma das maiores operações de combate da história da aviação israelense. Teerã, por sua vez, retaliou com mísseis balísticos e drones, atingindo áreas de Tel Aviv, Haifa e até outras cidades da região, em um cenário de confronto multifronte que rapidamente se espalhou pelo Oriente Médio.

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O conflito se agravou ainda mais após o Irã encerrar o controle de navegação no Estreito de Ormuz, bloqueando o principal corredor de exportação de petróleo do Golfo Pérsico e provocando um choque nos mercados globais. O escoamento de barris pelo estreito é vital para dezenas de países, e o embargo imposto por Teerã reforçou o discurso de Washington e de Tel Aviv de que a “segurança energética internacional” estaria em risco.

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Ataques recentes e impacto econômico

Na última semana, Israel e Irã voltaram a trocar novos ataques, agravando um quadro de hostilidades que já vinha desestabilizando a região. Em meados de março, Teerã atingiu uma refinaria de petróleo israelense, em um golpe que visava tanto a infraestrutura estratégica quanto o mercado interno de combustíveis. Em resposta, forças israelenses realizaram novos ataques contra supostos alvos ligados ao “regime terrorista iraniano”, com foco em instalações militares e de comando em Teerã e em outras cidades, causando mortes e destruição parcial de edifícios.

O cenário gerou reações em cadeia na economia global. Com o trânsito de petróleo no Golfo Pérsico comprometido, o preço do barril disparou, pressionando inflações e moedas em países importadores de energia. Governos europeus e asiáticos ampliaram a pressão por um acordo rápido, enquanto organismos internacionais alertavam para o risco de uma crise alimentar e energética em países dependentes de combustíveis derivados de petróleo.

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Negociações envolvendo Trump, Irã, Paquistão e plano de 15 pontos

Apesar da escalada de violência, paralelamente ao conflito militar, Teerã e Washington mantêm canais de negociação indireta, mediados por países como Omã e, em alguns casos, o Paquistão. Em março, o governo americano apresentou ao Irã um plano de 15 pontos como base para encerrar oficialmente a guerra, que incluiria, segundo reportagens de imprensa, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance, a suspensão de atividades nucleares militares e a retirada de apoio a grupos armados na região. Em troca, os EUA ofereceriam o levantamento progressivo de sanções econômicas e o reconhecimento de um papel limitado do Irã como potência regional.

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Ainda assim, posições ainda divergem de forma acentuada. Autoridades iranianas afirmam que qualquer acordo só é possível após a retirada “total” das forças americanas da região e garantias de segurança, enquanto Washington insiste em medidas concretas de desmilitarização e desmobilização de milícias aliadas de Teerã. A cúpula militar iraniana, por sua vez, reiterou que o conflito continuará até uma “rendição e arrependimento permanente” do inimigo, reforçando a postura de resistência diante das ameaças de Trump.

Cena política em Teerã e Washington

Enquanto o presidente americano usa a linguagem de fronteira entre o fim iminente da guerra e o fim da própria civilização iraniana, o governo islâmico reage mobilizando a população para atos de defesa nacional. Em Teerã e em outras cidades, autoridades convocaram “correntes humanas” em torno de usinas de energia, linhas de transmissão e instalações estratégicas, como forma simbólica de proteger o país de possíveis ataques. Entre a elite política iraniana, o discurso dominante é o de que ceder às pressões americanas equivaleria a “traição” ao projeto revolucionário, alimentando o discurso de mártir e resistência que marcaram décadas de relações hostis com o Ocidente.

Washington, por outro lado, tenta vender a narrativa de que o uso da força será apenas “proporcional” e concentrado em infraestruturas específicas, não contra a população civil em geral. Mas a frase de Trump sobre uma “civilização inteira” morrer hoje à noite ressoa como um dos mais intensos apelos de medo articulados por um líder de potência nuclear desde o início da guerra, deixando em aberto a possibilidade de novos ataques, caso o prazo se esgote sem resposta satisfatória de Teerã.

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